Como eu me tornei uma blogueira literária

Faz uns dias que eu abri uma caixinha nos stories do meu perfil no Instagram perguntando o que vocês queriam ver por aqui e a Nane (do blog Eu, projeto de escritora) me pediu para comentar sobre meu início como blogueira literária e minhas motivações. E foi aí que eu percebi que, apesar de estar há um tempinho fazendo isso, eu nunca contei essa história!

Tudo começou de uma forma bastante diferente do que é hoje: eu coordenava um clube do livro religioso e postava informações extras em um grupo do Facebook, que ninguém lia. Além de ficar chateada com isso e também porque o grupo me limitava muito para o que eu queria escrever e compartilhar, eu decidi criar um blog, já pensando em, futuramente, expandir para livros não religiosos. E assim nasceu o Papo Literário, em 7 de março de 2016.

Eu sempre gostei de blogs, tive vários ao longo da minha adolescência e juventude, mas nenhum com um foco muito bom. O Papo Literário foi o primeiro que nasceu já com um objetivo um pouco mais sólido. E já nasceu com esse nome, mas tinha outra cara e outros tipos de posts, que, por sinal, ainda estão por aqui. Ainda não me decidi se arquivarei ou não, mas isso já é outra história.

Na época, eu estava terminando a faculdade e começando a trabalhar. Logo arrumaria um emprego como professora e, para quem já atuou em sala de aula, sabe o quanto o trabalho exige de nosso tempo e nosso cérebro. Eu sempre li muito devagar, até mesmo para o meu gosto, então, mesmo querendo ler outros gêneros, acabava mal dando conta daquele único livro religioso por mês. Portanto, por anos, o Papo recebeu apenas resenhas e análises desse tipo de livro, com um ou outro post fora do padrão.

Tudo mudou em dezembro de 2019, quando fui demitida do meu último emprego e decidi que faria da criação de conteúdo literário a minha profissão. Afinal, sempre foi a minha paixão, não tinha mais motivos para fugir disso. Eu tinha a oportunidade, estava com a faca e o queijo na mão.

Foi quando descobri o Instagram, encorajada pelo exemplo da Gio, do blog Atraídos pela Leitura, que já me visitava por aqui e se tornou uma amiga muito querida!

Até então, eu tinha um perfil pessoal, mas quase abandonado, pois eu mal conhecia as potencialidades da rede. Transformei minha conta, comecei a estudar marketing, fotografia e um monte de coisas que nunca imaginei que estudaria, me tornei uma bookstagrammer, conheci e permaneço conhecendo gente maravilhosa.

Hoje eu vejo que minhas motivações não mudaram muito. Eu sempre quis falar de livros, viver de livros. Apenas os detalhes vão mudando. Espero que para melhor!

E se você quiser apoiar o meu trabalho para que eu possa continuar produzindo conteúdo literário, existem algumas maneiras que você pode ajudar: a primeira é divulgando meu trabalho, curtindo, compartilhando e fazendo com que mais pessoas tomem contato com ele. A segunda é comprando através do meu link de associada da Amazon. Através dele, você paga pelo produto exatamente o mesmo valor que pagaria indo direto ao site, mas gerando uma comissão por indicação para mim, me ajudando a manter esse cantinho e as redes sociais relacionadas!

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8 comentários em “Como eu me tornei uma blogueira literária

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  1. Eu comecei essa historia com fanzines, era assim vc mandava um texto seu e um selo, e o dono do fanzine publicava seu texto e lhe mandava uma copia. Isso láaaa nos anos 90 rsss. Ai fiz meu proprio fanzine, publicava meus textos, textos de amigos, textos de outros autores do país inteiro. Depoooooois veio o blog, então as redes sociais e odo mundo migrou pra elas, percebo agora um retorno(ou eu que voltei a ter um blog)existe vida ainda na comunidade blogueira, que produz e comenta compartilha etc. Tudo em menor escala, menos videos e menos gritos que os youtubers, menos futilidade (apesar de ter seu valor) que as redes sociais… Que bom!!!

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    1. Que delícia de história, Ygor! Eu tenho percebido algumas pessoas com certo saudosismo da época dos blogs (e eu me incluo nesse grupo). Acredito que ainda poderá vir o dia em que os blogs retornarão a ter certo prestígio e terão uma boa convivência ao lado das redes sociais (pelo menos é o que eu torço para que aconteça). Com relação à futilidade, acho que é bastante relativo… existe bastante conteúdo bom sendo gerado nas redes sociais ou no YouTube, assim como existem blogs que não trazem conteúdos que agregam para o público que eles procuram atingir. Conteúdos bons e nem tanto a gente encontra em todos os ambientes dessa vasta internet. =D

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      1. Pois é Carol, acho que no fim cada um se junta ao seu nicho, acho que os blogs vao num outro ritmo, segue numa velocidade bem menor do que das redes sociais, o que particularmente eu prefiro. Daqui um tempo vamos voltar a escrever cartas rsss ja pensou? Quase impossível de imaginar a espera do correio etc etc… rsss

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      2. O ritmo das redes sociais é mesmo frenético e chega a cansar, às vezes… Nossa, não sei se consigo me imaginar aguardando cartas novamente, com toda aquela espera. Esperar as encomendas chegarem já é um suplício para a ansiosa aqui! Hahaha

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      3. kkk pois é, comprar na internet é maravilhoso no momento de clicar em adicionar ao carrinho, comprar, ai vem a linda noticia, pagamento aprovado rsss só que depois inicia o tormento e da-lhe rastreio de encomenda rssss. Mas de fato o blog parece ser um movimento de correr contra a maré, o que nesse caso é bom!

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      4. Sim, eu gosto muito de manter o blog, é onde eu consigo realmente colocar tudo o que eu penso sobre uma obra e sem a pressão de postar todos os dias. Eu gosto muito de postar no meu perfil literário do Instagram, mas a pressão por lá é bem maior e ainda tem a questão de limitação de caracteres. Enfim, estou, aos poucos, encontrando o equilíbrio entre as redes e o blog e está sendo muito bom! ♥

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      5. Que legal Carol, nada melhor do que encontrar o equilíbrio das coisas e quando escrevemos, ou seja, fazemos aquilo que gostamos, parece que tudo ao redor já faz mais sentido né? Vi que vc estuda estudou Quimica né? Aquela historia dos fanzines que contei, foi um professor de Física e Quimica que era poeta e me deu os primeiros fanzines pra eu me corresponder, na epoca mostrei alguns textos meus e ele deu essa pequena ajuda que no entanto mudou tudo na vida rss.

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