Balanço literário 2020

Esse ano foi um tanto bagunçado, um tanto difícil e, esperemos, atípico. Entre pandemia, máscaras e notícias que dão vontade de chorar, cada um de nós precisou buscar refúgio para atravessar esses dias. E meu refúgio foi a minha pilha de livros.

Como eu comentei em outro post (link aqui), me dediquei completamente ao blog e ao perfil do Instagram esse ano, investindo tudo na criação de conteúdo, o que tenho amado fazer. Com isso, vieram parcerias, amizades, muitas descobertas e a maior quantidade de livros lidos em um ano da minha vida!

O ano em que mais li na vida!

Foram 61 livros no total, dando uma média de mais ou menos 5 livros por mês. No início do ano, havia me prometido 2 livros por mês, então bati e superei a meta (uhu!). Em alguns meses eu li mais que em outros, o ânimo foi caindo com o passar do tempo, mas ainda consegui manter uma quantidade boa.

Descobertas incríveis!

Eu amo livros clássicos e de autoria que já estou habituada, mas conheci diversos autores novos esse ano, principalmente por causa das parcerias com Oasys Cultural, Companhia das Letras e Dublinense, além de alguns publis que fiz. Agradeço demais a todos que tornaram isso possível de alguma forma!

Foram, ao todo, 47 livros de autores contemporâneos, sendo 36 deles nacionais.

O que eu fiquei um pouco triste comigo foi a quantidade de mulheres que li, apenas 27 (44%), sendo a metade de autoras brasileiras. Minha expectativa era de, ao menos, a metade das minhas leituras serem de autoria feminina. Foi perto, mas dá para melhorar.

Lendo com pessoas maravilhosas!

Participei de 7 leituras coletivas esse ano. Não há nada como poder conversar com outras pessoas sobre o livro que estamos lendo (ou já lemos) e eu recomendo demais essa experiência!

Foram 5 LCs só com o Blog Mundo dos Livros: O Jardim Secreto, A Dama das Camélias, O Hobbit, Dom Casmurro e Úrsula. Também li: O Olho Mais Azul com o Clube do Curinga, As Sete Mortes de Evelyn Hardcastle com a Tiny Owl Reads e Pessoas Normais com o Clube da Companhia das Letras.

Rendi-me aos ebooks!

Nunca imaginei que o Kindle seria tão bom companheiro! Eu, que sempre gostei de cheirar e acariciar os livros físicos, descobri as alegrias do leitor digital, e a maioria dos títulos que apareceram por aqui esse ano, forma lidos como ebooks.

Flopar faz parte!

No começo do ano, prometi que leria 5 livros específicos (link aqui). Pois bem, li apenas 3 deles. Vou prometer que lerei os outros dois em 2021? De jeito nenhum!

#RetroTudo2020

Para finalizar, quero responder a seção de livros da Retrô Tudo 2020 que a Nádia propôs no perfil dela, que tem uma diversidade de tópicos bem legal para a gente recordar o ano que passou:

  • A melhor capa: As Sete Mortes de Evelyn Hardcastle. A capa mais colorida e vibrante das que passaram pelas minhas mãos esse ano.
  • A pior capa: Você Nunca Mais Vai Ficar Sozinha. Eu até havia avaliado bem a capa, mas sofri demais para fotografar. Cinza com laranja não dá um contraste muito bom, já fica aqui a dica!
  • Autor que mais me surpreendeu: Eduardo Krause (Pasta Senza Vino e Brava Serena). Eu lia coisas muito boas a respeito das obras dele, mas fiquei absolutamente encantada com os romances! Humor, drama, viagens e comidas, tudo na medida certa!
  • Autor que mais me decepcionou: Sally Rooney. Eu vi muita gente falando bem de Pessoas Normais e algumas que não tinham gostado tanto, então não fui com tanta sede ao pote. Porém, eu desgostei da história e da escrita muito mais do que esperava e terminei a leitura na força do ódio, só porque eu já tinha confirmado minha presença no evento online da editora.
  • Melhor tradutor: não sei julgar ainda a tradução a esse ponto, então ficarei devendo.
  • Quote que mais me marcou: “mas aconteceu”, do livro Amor(es) Verdadeiro(s) (que comecei e ainda não terminei). Foi uma dessas frases que eu recitava toda vez que a ansiedade ligada a escolhas passadas me assaltava. Recomendo!
  • Livro que mais me fez chorar: Penadinho: Lar. Muitos livros me fizeram chorar esse ano, mas nenhum como essa HQ mais que perfeita!
  • Livro que eu mais gostei: essa eu vou responder no post de quarta-feira, só dos melhores do ano 😉
  • Livro que eu menos gostei: Codinome Villanelle. Que difícil foi encarar esse livro!
  • Melhor livro escrito por autor não branco: As Alegrias da Maternidade. Perfeito, apenas!

Que 2021 seja repleto de muitas leituras incríveis!

Como foi o ano de 2020 para você?

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