Resenha – O Grande Gatsby

Estava eu zanzando pelo Instagram no início do ano (me segue lá), quando vi que algumas meninas, entre elas a Nane, do blog Eu, projeto de escritora, estavam promovendo uma maratona estrangeira, que consistia em ler pelo menos um livro em outra língua por um período determinado. Percebi aí a chance perfeita de cumprir uma das metas que estabeleci no post Promessas para 2020 e ainda interagir com a comunidade literária (fica a dica para vocês: interajam com a gente! Rende ótimas conversas, projetos, várias indicações e amplia sua rede de contatos, além de apoiar o nosso trabalho!).

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A minha edição de O Grande Gatsby (The Great Gatsby no original em inglês e, portanto, na edição que eu li), é um adorável exemplar de capa dura em tecido e uma sobrecapa ilustrada, pequeno, com corte dourado e fitilho para marcar as páginas. Um verdadeiro charme e foi pensado pela MacMillan para agradar aos colecionadores de livros (mais conhecidos como ratos de biblioteca, oi!) e a editora acertou em cheio!

Capa em tecido do livro O Grande Gatsby. Ao fundo, um tecido com tema de gatinhos.
Tem esses detalhes em alto relevo também, uma lindeza!

E o charme da edição combina perfeitamente com a história. Tudo começa quando Nick Carraway, o narrador, se muda para Long Island, no estado de Nova Iorque para fazer sua vida na bolsa de valores. Estamos nos anos 20, a era do Jazz, após a Primeira Guerra Mundial, uma época muito próspera para os Estados Unidos. Em pouco tempo, Nick se descobre vizinho de Gatsby, um cara misterioso e podre de rico, que dá as maiores festas em sua mansão e com quem acaba desenvolvendo uma amizade.

Acontece que Gatsby só faz esse estardalhaço com as festas grandiosas e a mansão extravagante para atrair a atenção de Daisy Buchanan, prima de Nick. Até mesmo sua aproximação do vizinho foi por causa da moça. Mesmo o fato da jovem ser casada não impede que Gatsby tente se aproximar dela, revelando um amor com raízes antigas e que vai sendo explicado ao longo das páginas.

I believe that on the first night I went to Gatsby’s house I was one of the few guests who had actually been invited.

p. 46

A história é curta, se desenvolve rápido e o autor tem um dom para descrever cada mínimo detalhe, fazendo com o leitor e a leitora se percebam dentro dos cenários, ao lado das personagens. Mas o que mais me intrigou é como Fitzgerald consegue gerar uma empatia muito grande com seu protagonista. Talvez porque a história contenha um pouco de sua própria vivência.

Fitzgerald era apaixonado por Zelda, também escritora e artista, mas ela não queria nada com o rapaz por ele não ser conhecido. Foi só após o escritor ganhar fama com seus livros que Zelda aceitou se casar com ele, algo que lhe deixou profundas marcas e acabou gerando um certo desabafo em Gatsby, que se comporta como um pavão, exibindo seu sucesso para reconquistar a moça que um dia o deixou por outro mais bem colocado socialmente.

“Tom’s getting very profound”, said Daisy, with an expression of unthoughtful sadness. “He reads deep books with long words in them.”

p. 19

Ao mesmo tempo, o autor critica a alta sociedade estadounidense de sua época, em toda a sua superficialidade e futilidade. A mesquinhez, as amizades por interesse, as traições, a sensação de impunidade dos ricos e a hipocrisia estão presentes a todo momento na obra e ficam cada vez mais evidentes até culminar naquele desfecho que partiu meu coração, mesmo que eu já soubesse o que estava por vir.

Mas eu sabia, não porque sou alguma espécie de adivinha, mas porque já havia assistido o filme de 2013 estrelado por Leonardo DiCaprio. Inclusive, eu não consegui imaginar o protagonista com outro rosto a não ser o do ator. O filme é muito bom também, embora seja bem mais psicodélico nas cenas das festas, o que me causou estranhamento. Fica o trailer aqui para vocês darem uma olhada:

O Grande Gatsby é um daqueles livros que todos deveriam ler pelo menos uma vez na vida. Ajuda muito a entender a cultura dos Estados Unidos, que a gente consome tanto hoje em dia, e a pensar também na nossa própria realidade e colocar na balança o que realmente importa. É um livro curto, delicioso e que ainda te faz pensar.

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Boas leituras!

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