Resenha – Solo Raso

As ilhas brasileiras costumam atrair muitos turistas. Afinal, as belas praias, a mata comumente encontrada nesses lugares e a tranquilidade pelo afastamento das grandes metrópoles, em sua maioria, são convidativas para a tão sonhada paz nas férias. Mas, e quando o solo dessa ilha é tão instável que pode explodir a qualquer momento, mulheres somem sem nenhuma explicação aparente e outras coisas muito estranhas permeiam a vida de seus moradores? Conheça Solo Raso, o romance de estreia de Sandro Muniz, publicado em 2019 de forma independente.

*Publieditorial

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Pedro é um arqueólogo que, tendo passado por uma experiência traumatizante em seu trabalho anterior, decide aceitar uma oportunidade em uma ilha brasileira, com vasta floresta, onde diz-se que os moradores levam uma vida pacata, os celulares não funcionam e até os relógios da única igreja tem histórico de mal funcionamento. Porém, logo em seu primeiro dia explorando o lugar, o rapaz vai descobrir que nada é o que parece.

A principal história era que a ilha era amaldiçoada. Outra, bem popular, era que tinha pólvora de navio pirata por toda a ilha.

Nessa ilha, o solo da floresta é explosivo e cada passo pode ser fatal, mulheres somem sem motivo aparente e alguns objetos e lendas do lugar parecem colocar o Brasil nos eventos da Segunda Guerra Mundial. Intrigado com todas essas peças que parecem formar um quebra-cabeça muito estranho, Pedro resolve investigar o que está por trás de tudo isso, com a ajuda de personagens interessantes e inusitadas e se envolvendo em riscos que ele nunca imaginou correr.

A narrativa do livro é muito bem construída e prende o leitor e a leitora do início ao fim. O autor utiliza a quebra de linearidade de forma magistral, intercalando capítulos com mudanças de perspectiva nos melhores momentos, contribuindo para o aumento da expectativa e da ansiedade. Além disso, a trama se desenrola de maneira natural, com reviravoltas bem elaboradas e surpreendentes.

“As coisas estão no tempo, não estão no espaço.”

Mas não pense que, por ser um livro de mistério, Solo Raso não trata de outros assuntos! É perceptível, em cada linha do romance, a preocupação do autor com as questões ambientais e com o “progresso” que devora a natureza e atropela tudo o que encontra pela frente. Desde o início da história, acompanhamos a degradação promovida pelas grandes empresas que, visando lucro disfarçado de “desenvolvimento”, aos poucos vão destruindo o estilo de vida de uma população forçada a mudar.

A Segunda Guerra Mundial ocupa um espaço menor do que eu esperava na trama, mas nem por isso menos importante. Sandro Muniz utiliza-se de espaços na História oficial, sem precisar alterar grandes eventos do conflito, ainda que a liberdade ficcional assim o permitisse. Por um momento, fiquei com receio de que fossem muitas informações para serem conectadas, mas o autor me surpreendeu com um quebra-cabeças intrincado e com peças que se encaixaram perfeitamente.

Pessoa de perfil com uma mochila grande do exército nas costas, com um Kindle com a capa do livro Solo Raso saindo do bolso lateral. Da pessoa, é possível ver apenas o braço e uma parte da cintura.

Solo Raso é aquele livro que vai te prender por muitas horas, a ponto de você perder o sono, jurando que vai ler só mais um capítulo. É recomendável que você não tenha que acordar cedo no dia seguinte!

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Essa é uma divulgação na forma de publieditorial. As impressões e opiniões de leitura não sofrem interferências por parte de autores e editoras.

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