A Caminho da Luz – Os filhos de Israel

Oi gente, tudo bem com vocês? No encontro anterior, falamos um pouco sobre os Árias Europeus. Hoje estamos aqui para conversar um pouquinho sobre o último dos povos em que nasceram os capelinos – os hebreus. (Adquira seu exemplar pela Amazon ou pela Livraria da Travessa)

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Hebreus

Os hebreus foram os que menos se miscigenaram com os povos da Terra. Ainda hoje percebemos a comunidade hebraica muito fechada em si mesma. São extremamente solidários e possuem senso coletivo, porém, entre eles mesmos. Essa segregação vem do início da formação desse povo, quando era o único que cria num único Deus, e, por isso mesmo, acreditava-se um povo superior aos demais, autodenominando-se os eleitos de Deus. Passaram, e ainda passam, pelas mais diversas provações coletivas, sendo que apenas recentemente foi-lhes dada uma pátria, o Estado de Israel, motivo das mais diversas lutas na atualidade.

Torre de Babel

No livro de Genesis, conta-se que os homens quiseram desafiar Deus, construindo uma torre que chegaria ao Céu, e evitando se dispersar pelo globo, contrariando as recomendações divinas. Deus teria se enfurecido com eles e feito com que não mais se entendessem, dando origem às diversas línguas naquele momento. Essa história, como muitas outras da mitologia judaico-cristã, tem equivalentes em diversas outras culturas antigas, como dos povos pré-colombianos da América Central. Essa narrativa é uma clara alusão ao degredo dos povos de Capela na Terra, sendo que nenhum outro povo sentiu tanto o exílio, nem mesmo os árias, pois que não conseguiram se adaptar ao globo que os recebeu.

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Moisés

Moisés teve uma educação egípcia, até o momento em que deu início a sua missão de libertar o povo hebreu, que vivia escravo na terra dos faraós, e leva-los até Canaã, a Terra Prometida. Desta forma, foi possível que Moisés tivesse acesso aos conhecimentos iniciáticos do povo egípcio, onde aprendeu a respeito da unidade divina, que o povo hebreu começava a esquecer. Durante a travessia do deserto, Moisés teria tornado a fé do povo hebreu ao que era antes da vida no Egito, sem adoração de ídolos e crenças em outros deuses, tendo instituído leis severas para aquele povo que perdera parte de sua disciplina. Graças a esse trabalho que hoje temos a crença em um Deus único na maior parte do globo.

Moisés teria, então, escrito o Pentateuco hebraico (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio), repositório de conhecimentos secretos, que somente grandes mestres dessa cultura poderiam interpretar fielmente, bem como os demais livros do Antigo Testamento.

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Quarenta anos no deserto

Contam as tradições que o povo hebreu permaneceu por quarenta anos no deserto, antes de chegar a Terra Prometida. Emmanuel esclarece que esse período foi necessário para que se consolidasse sua fé, que se tornou contagiosa e ardente. Em uma de suas palestras, Haroldo Dutra Dias comenta que esse período foi necessário para que ocorresse uma renovação daquele povo, ainda rude e arraigado nas crenças egípcias, em um povo mais brando e aberto a nova realidade que os aguardava.

Quem teria sido o faraó da época de Moisés?

Ainda hoje, o faraó que se acredito ter sido o governante na época de Moisés, é Ramsés II. Porém, de acordo com a cronologia bíblica, não pode ter sido ele. De acordo com o primeiro capítulo do livro de Êxodo, os hebreus teriam construído duas cidades egípcias, uma delas Pi-Ramsés. Essa cidade foi a capital do Egito durante o reinado de Ramsés II, um dos mais importantes faraós. Assim, concluiu-se que ele teria sido o faraó da época de Moisés. Porém, estudos arqueológicos demonstram que essa cidade já existia e estava habitada há pelo menos 100 anos antes de Ramsés I, o que derruba essa teoria. Além disso, no livro de Reis existe uma afirmação de que Salomão teria construído o Templo de Jerusalém 480 anos após o Êxodo, aproximadamente no ano 967 a.C. Assim, pode-se afirmar que o Êxodo ocorreu mais ou menos em 1447 a.C., e Ramsés II governou o Egito apenas em 1290 a.C.

Na Bíblia, quando Moisés vai falar com o faraó, já está com 80 anos. Então seu nascimento teria ocorrido em 1527 a.C., 80 anos antes da narrativa do Êxodo. Nesta época, estima-se que quem governava o Egito era Tutmósis I.

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(Tutmés ou Tutmósis I)

No primeiro século de nossa era, um historiador hebreu, de nome Josefo, narrou novamente o salvamento de Moisés das águas, afirmando que a filha do faraó se chamava Termútis, informação reafirmada por Emmanuel. O som de seu nome e extremamente parecido com o nome do faraó já citado, Tutmósis. O faraó Tutmósis I, ao que se sabe, teve duas filhas: Neferubity e Hatshepsut, essa última tendo se tornado uma grande rainha após o falecimento de seu pai e o casamento com seu irmão, o faraó Tutmósis II. Após a morte de Tutmósis II, subiu ao trono Tutmósis III, que reinou conjuntamente com Hatshepsut até a morte da rainha.

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(Tutmés ou Tutmósis III)

Conta-se que Tutmósis III passou por guerras contra os etíopes. Segundo o historiador Josefo, Moisés teria liderado o exército egípcio contra eles, alcançando vitória, e se casado com a filha do rei etíope. Em Números está presente a informação de que a esposa de Moisés teria origem etíope, comprovando a informação.

A Bíblia afirma que o faraó perseguiu os hebreus com seu exercito após sua saída do Egito, encontrando a morte ao se fechar o Mar Vermelho. Como já afirmado, isso teria acontecido aproximadamente em 1447 a.C., que coincide com a estimativa do fim do reinado de Tutmósis III, em 1450 a.C.

Alguns afirmam que este não poderia ter sido o faraó que perseguiu Moisés, pois sua tumba foi encontrada e também sua múmia. Porém, na Bíblia está escrito que os filhos de Israel viram os corpos dos egípcios na margem do Mar Vermelho. Ou seja, o povo egípcio teria tido acesso aos corpos para que fossem devidamente sepultados.

Amenhotep II

Há ainda uma segunda opção para o faraó que perseguiu Moisés e os hebreus até o Mar. Amenhotep II foi o sucessor de Tutmósis III, e tem seu reinado estimado até aproximadamente 1400 a.C., portanto, 53 anos após o Êxodo. Porém, se considerarmos que 50 anos é uma pequena margem de erro para tempos tão remotos, isso não exclui a segunda possibilidade. Especialmente porque quem sucedeu este faraó não foi seu primogênito, nem seu herdeiro, asseverando a passagem sobre a última praga do Egito que levou os primogênitos daquela nação.

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Hatshepsut

No livro Chico, Diálogos e Recordações, de Carlos Alberto Braga, há algumas informações sobre as reencarnações de Chico Xavier, relatadas por seu amigo Arnaldo Rocha, marido de Meimei. Em uma dessas encarnações, teria sido Chico Xavier a rainha do Egito Hatshepsut, responsável por retirar Moisés das águas. Se for verdade, comprova as teorias históricas a respeito dos faraós contemporâneos do grande missionário.

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O Messias

Jesus era esperado pelo povo hebreu. Muitas profecias o anunciaram, com destaque para as do profeta Isaías, que narra inclusive sua morte, dizendo que seu povo não o teria reconhecido. As profecias falam de um menino nascido da tribo de Judá, da casa de Davi, ou seja, da descendência do rei. Alguns estudos indicam que, tanto Maria quanto José, seriam descendentes do rei Davi, e, como narrado no livro Maria de Nazaré, do espírito Miramez, o povo já esperava a vinda de Jesus em tempos muito próximos, acolhendo as moças nos templos para que fossem preparadas para a vinda do Messias.

Os judeus (nessa época já se denominavam assim, como descendentes da tribo de Judá) aguardavam um salvador que pegaria em armas para libertar seu povo do jugo romano, com exércitos de anjos e trono de ouro, para proclamar a superioridade judaica perante os demais povos. Porém, Jesus nasceu entre os animais, em uma família extremamente simples e pobre e pregava o amor universal. Naquela época, dava-se muito valor ao ouro e as posses, em detrimento das verdades religiosas de cunho moral, já presente nos livros sagrados de então, e a doutrina do Mestre foi vista como uma afronta ao estilo de vida dos líderes religiosos da época, sendo Jesus considerado uma ameaça à ordem religiosa e política.

Judaísmo Messiânico

No século XX, nos EUA, surgiu um movimento denominado Judaísmo Messiânico. Consiste em judeus que creem ser Jesus o Messias prometido para seu povo. Porém, o Judaísmo tradicional não o reconhece como sendo uma subdivisão sua, julgando ser uma forma de cristianismo utilizada para converter judeus. Os chamados judeus messiânicos, porém, ainda acreditam que apenas seu povo é o eleito de Deus.

No livro A Caminho da Luz, Emmanuel já falava que, em algum momento da história, os judeus reconheceriam Jesus, buscando a edificação de um mundo melhor através de seus ensinamentos aliados a antiga tradição. Talvez seja esse o início dessa situação trazida pelo benfeitor espiritual.

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Por hoje é só, pessoal! Espero que tenham gostado. Deixe seu comentário, quero saber sua opinião! Até a próxima!

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5 comentários em “A Caminho da Luz – Os filhos de Israel

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  1. endosso a opinião acima, e achei ótimo alternar figuras dos personagens citados. Não sabia que Chico seria Hatshepsut, novidade interessante!!

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