A Caminho da Luz – Tentando restaurar o Cristianismo

Oi pessoal! No post anterior, falamos sobre a decadência do Império Romano e a consolidação da Igreja Católica. Já estamos na Idade Média! Hoje, conversaremos um pouco sobre as tentativas de trazer novamente a instituição à essência cristã, que por ter se envolvido em assuntos políticos e com as falhas humanas, acabou por degenerar. (Adquira seu exemplar pela Amazon ou pela Livraria da Travessa)

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Islamismo

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Em 570 nasce, em Meca, um dos grandes missionários enviados a Terra por Jesus, Mohammed. O profeta tinha por missão reunir os povos árabes sob a luz dos ensinos cristãos, restaurando os ensinamentos evangélicos na região da Ásia, mas acabou assediado pelos espíritos contrários às ideias cristãs.

Conta-se que Mohammed recebeu as visitas do anjo Gabriel, o mesmo que anunciou à Maria a chegada de Jesus, e, nessas visitas, o anjo teria ditado a Mohammed os conhecimentos descritos no Corão. Importante dizer que Mohammed era analfabeto, tendo citado os ensinamentos recebidos aos seus companheiros, para que estes pudessem escrever e organizar o livro sagrado do Islã. Emmanuel nos conta que, devido ao assédio que recebia, Mohammed é contraditório em alguns de seus ensinos. Em meio das lições amorosas do Evangelho, percebe-se, por vezes, um espírito belicoso e violento.

Mohammed não rejeitou o cristianismo ou o judaísmo, declarando que fora o escolhido para restaurar os ensinamentos originais dessas religiões. Para o Islã, Jesus é o Profeta da Caridade. Isso não o coloca em posição inferior ao que se espera, embora possamos ter essa impressão, pois que no judaísmo esperava-se o Messias acima dos profetas e a Igreja Católica o colocou como sendo o próprio Deus. Para o Islã, não existe maior autoridade moral do que a de um profeta, pois é por ele que Deus fala.

Após o retorno do missionário ao plano espiritual, os continuadores da religião islâmica iniciaram as “guerras santas”, conquistando toda a África setentrional, terminando por se estabelecer na Espanha, não conseguindo expandir seu domínio pela Europa graças à ação de Carlos Martel, prefeito do palácio de Paris, que venceu a Batalha de Poitiers, 732.

Feudalismo

Desde a queda de Rômulo Augusto, instalou-se na Europa o sistema feudal, que marcou a maior parte da Idade Média. Os povos europeus, afetados pelos ataques dos povos bárbaros, buscaram refúgio com aqueles que mais podiam. Os reis dedicavam algumas de suas terras aos senhores feudais. Esses senhores designavam os camponeses para cuidar de suas terras, que se constituindo seus servos, recebendo proteção contra ataques dos bárbaros e um lugar para morar.

A unidade política desaparece e prevalecem as lutas fratricidas, impulsionadas pelo senso de propriedade privada, pausadas apenas devido aos feriados santos instituídos pela Igreja Católica.

Em uma tentativa de desfragmentação desses povos, a Terra recebe mais um missionário. Na noite de natal do ano 800, Carlos Magno é coroado imperador romano, tendo por missão espiritual trazer de volta a cultura e corrigir defeitos administrativos dos povos europeus. Seu período de governança ficou conhecido como Renascença carolíngia, mas seus ideais não foram adotados por seus sucessores. Assim, a tentativa do plano espiritual de reorganizar o antigo Império, falha devido à dureza dos corações.

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(Carlos Magno)

O sistema feudal perdurou até o fim da Idade Média, marcada pela queda de Constantinopla, em 1453, sendo o sistema aproveitado pelos espíritos superiores, utilizando-se do trato a terra para a educação das almas.

Igreja Ortodoxa

Em 1054 a Igreja Católica sofre uma divisão, que ficou conhecida como Grande Cisma do Oriente, dando origem à Igreja Católica Apostólica Romana e à Igreja Católica Apostólica Ortodoxa.

Desde sempre as igrejas de Roma e de Constantinopla entraram em desacordo sobre várias questões de cunho litúrgico e dogmático, e as tensões aumentaram quando o patriarca de Roma recebeu os privilégios do Papado, mas a ruptura se deu quando o legado papal viajou a Constantinopla, a fim de pedir ajuda para as conquistas dos normandos que estavam ocorrendo ao sul da Itália e para lidar com ataques dos líderes religiosos do Oriente com relação aos dogmas e liturgias de Roma. Os chefes das Igrejas de Roma e Constantinopla acabaram por se excomungar mutuamente.

Houve várias tentativas de reunificação, mas muitas foram as batalhas empreendidas entre as Igrejas, criando um abismo entre elas, de forma que até hoje permanecem as duas Igrejas como independentes.

Gregório VII

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(Gregório VII)

Gregório VII, nascido Hildebrando, passou sua vida no seio da Igreja Católica, sendo confiado ao seu tio, abade do mosteiro de Santa Maria em Aventino, ainda criança. Pertencia à ordem dos beneditinos, ordem essa que ficou conhecida por conduzir os povos denominados bárbaros à luz do Cristianismo e por promover novos modos de pensar, na abadia de Cluny.

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(Abadia de Cluny)

Foi nessa abadia que Gregório VII recebeu as ideias regeneradoras que lhe conduziriam até o final de sua vida. Embora apenas o colégio cardinalício estivesse apto a eleger um papa pelas leis canônicas e a aclamação popular pudesse constituir uma transgressão, foi eleito papa por aclamação popular e consagrado em 1073.

Desejou sinceramente reconduzir a Igreja às bases do Cristianismo, restabelecendo a autoridade da Igreja, que estava submissa aos poderes dos chefes de Estado, e combatendo a simonia, venda de cargos eclesiásticos, favores divinos, bênçãos, perdões, etc. Foi assim que acabou por travar disputa acirrada com o então imperador Henrique IV da Germânia.

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(Henrique IV)

O imperador, juntamente com Filipe I, rei dos francos, prometeu amparo e auxílio na regeneração e reorganização da Igreja, mas traiu a promessa, pois que era prestigiado por bispos acusados de simonia. Tentou depor o papa, reunindo em Worms sacerdotes desviados dos princípios sagrados, o que culminou na excomunhão do príncipe pelo patriarca.

Para solicitar o levantamento de sua excomunhão, o príncipe teria ficado três dias e três noites, vestido como um monge, às portas do castelo de Canossa, onde estava hospedado o papa. Após esse episódio, o poder da Igreja foi reforçado e o Império, fragilizado. Atualmente, a expressão “Caminho de Canossa” é usada para indicar um pedido humilhante.

Após a morte do papa, é realizada a Concordata de Worms, quando são coroadas as intenções de Gregório VII, com a intervenção do papa Calisto II nas lutas continuadas por Henrique V, herdeiro do trono germano, que termina por celebrar o tão desejado acordo.

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(Henrique V)

Pedro de Vaux

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Pedro de Vaux foi um homem de negócios em Lyon, que abriu mão de sua fortuna quando teve contato com o Novo Testamento escrito, que na época não era acessível a todos. Mandou traduzir o Novo Testamento para que pudesse ser lido pelas multidões e iniciou pregações evangélicas à maneira dos tempos apostólicos. Muitos o seguiram, iniciando um grupo que ficou conhecido por Pobres de Espírito, Pobre de Lyon ou valdenses. O grupo foi excomungado pela Igreja, que não admitia as pregações.

Os valdenses foram perseguidos também durante a Reforma Protestante, quando se juntaram ao protestantismo nascente, anuindo ao Calvinismo.

No próximo post, vamos falar sobre o fim da Idade Média, abordando um pouquinho daquilo que ficou conhecido como seus horrores, a Inquisição e as Cruzadas. Deixe seu comentário, quero saber sua opinião!

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Até a próxima!

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