Libertação

O sexto livro da série de André Luiz (A Vida no Mundo Espiritual), psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier, foi um dos mais marcantes para mim de toda a sequência. É um enredo envolvente e cheio de reviravoltas que deixa o leitor boquiaberto. Lançada em 1949, atualmente a obra é editada pela FEB e está em sua 33ª edição, contando com 286 páginas. (Você pode adquirir seu exemplar pelos links: Amazon ou Livraria da Travessa)

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Libertação, como já seria de esperar, é bem mais pesado que os livros anteriores, pois trata diretamente dos domínios das trevas e das atividades da espiritualidade inferior, bem como todo o trabalho dispendido pelos irmãos espirituais para socorrer aqueles que necessitam tanto do Amor. Embora pesada, é uma leitura bastante agradável e que flui muito bem.

A história começa com André Luiz, seu instrutor da vez e um colega infiltrando-se em uma das muitas regiões de trevas do Umbral, passando-se por espíritos inferiores, com os objetivos de destruição e sofrimento da falange ali presente. Isso tudo por conta de alguns pedidos de socorro de espíritos muito elevados em favor de uma das criaturas ainda encarnadas vítima das atividades das sombras e também de um dos chefes dessa falange, ligado há muito ao coração deste ser sublime.

O líder das trevas, Gregório, fora um dos chefes da Igreja Católica em períodos mais recuados e teria falhado grandemente em sua missão como sacerdote. Por conta de sua conduta desviada e dos sofrimentos morais provocados pela sua própria consciência, Gregório passa a atuar nas sombras, adquirindo seguidores que o temem profundamente, tamanha a sua crueldade.

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A obra apresenta aspectos interessantes das organizações trevosas: uma cidade e um sistema baseados no meio e na punição revestida de justiça, a utilização da hipnose nos espíritos desencarnados e de ovoides nos encarnados, o fenômeno da zoantropia, as diversas formas de obsessão e o auxílio humilde e anônimo de valorosos espíritos que escolhem morar nessas regiões a fim de socorrer os irmãos que se cansam da maldade e apresentam condições de serem ajudados.

No decorrer da narrativa, presenciamos a transformação dos espíritos endurecidos através do amor, gradualmente, como se a espiritualidade maior “comesse pelas beiradas”. O auxílio é dado àqueles que são caros aos corações dos soldados das trevas, despertando-os para o bem e transformando-os em soldados do amor. Aos poucos, o ódio vai se transformando em amor, de maneira muitas vezes inusitada, mas eficaz.

Claro que não contarei o desfecho do livro, mas parece-me que é o prefácio pode servir também de epílogo, contando a história do peixinho vermelho, uma lenda egípcia, em uma belíssima analogia com a trama contada nas páginas seguintes. Conta-se que o peixinho vermelho vivia em um lago onde nada parecia faltar aos moradores, mas, um dia, ele resolveu explorar o exterior daquela área. Descobriu muitas coisas, provou muitas comidas, conheceu muitas histórias e recordou-se de seus antigos vizinhos, sentindo pena por eles não terem acesso ao que ele agora conhecia. Assim, resolveu retornar ao lago e contou aos demais sobre suas aventuras, incentivando-os a seguirem para outras paragens. Os peixes do lago não acreditaram em suas histórias e zombaram dele, mandando-o embora. O final dessa história? Você, leitor, terá que descobrir!

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Boas leituras!

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