Hannah Goslar Remembers

Semana passada saiu a resenha d’O Diário de Anne Frank e achei interessante aproveitar para falar de outro livro correlato que me tocou bastante: Hannah Goslar Remembers, escrito por Alison Leslie Gold, publicado pela editora Blomsbury Children’s Book em 2007, contando com 160 páginas.

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Hannah é amiga de infância de Anne Frank, desde que tinham 4 anos até os seus 13 anos, quando Anne passou a se esconder no anexo com sua família e é retratada no famosos diário como Lies. Neste livro, a já idosa Hannah conta como se recorda da infância ao lado de Anne e suas outras amigas, uma vida simples e feliz, como a de qualquer menina deveria ser. Quando os nazistas ocupam a Holanda, as garotas veem suas vidas mudarem completamente: o grupo começa a diminuir, algumas das garotas se mudam com a família, buscando escapar dos horrores da guerra, outras se escondem, outras ainda são levadas aos campos de concentração. Hannah acredita que Anne conseguira escapar com sua família para a Suíça quando esta desaparece para se esconder no anexo.

Hannah é levada com a família para os campos de concentração e, por terem passaportes palestinos, ocupam uma ala “privilegiada” dos campos, separados de outros judeus. Ainda assim, a vida se torna bastante difícil e ela luta bravamente para manter a irmã (com apenas 3 anos de idade quando levada) e a si própria vivas. Os relatos desse período são especialmente tristes e um exemplo marcante é a tentativa das prisioneiras de explicar às criancinhas como é o sabor do açúcar, pois elas nem se lembram mais.

No campo de Bergen Belsen, Hannah encontra Anne novamente, descobrindo o que realmente se passou com a amiga. As duas não se veem, mas conversam através de uma fenda nas cercas que as separam. Nesse momento, descobrimos a Anne além do diário, prisioneira em um campo de concentração, faminta e doente. Hannah faz o que pode e lhe entrega pedaços de pão e meias (seus “privilégos”) através das fendas.

Por fim, Hannah e a irmã mais nova sobrevivem e são libertadas ao final da Guerra, sendo as únicas sobreviventes de sua família.

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O livro narra a vida de uma adolescente judia, que deveria ser como o de qualquer outra jovem de sua idade, mas que ficou marcada profundamente pela Guerra. A narrativa é bastante envolvente e emocionante, levando o leitor aos cenários habitados pelas personagens. Faz-nos refletir sobre até que ponto o ser humano pode chegar em seu egoísmo e em sua loucura e em todas as dores que conseguimos provocar em nossos semelhantes. De certa forma, o livro pode ser considerado uma extensão d’O Diário de Anne Frank.

Infelizmente o livro não tem tradução para o português (se alguém souber de uma tradução, por favor, deixe para nós nos comentários), mas para aqueles que sabem ou estão aprendendo o inglês é uma boa dica!

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Boas leituras!

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