Estudando Nosso Lar nº 6 – Solicitando trabalho

Continuando nossos estudos do livro Nosso Lar, primeiro da série A Vida no Mundo Espiritual, de André Luiz psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier, hoje veremos os capítulos 13, 14 e 15. (Adquirindo seu exemplar pelo nosso link da Amazon ou na Livraria da Travessa, você ajuda nosso blog a crescer)

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No capítulo 13, percebemos que André Luiz se encontra aflito por não estar trabalhando de alguma forma. O amigo tem vontade de exercer novamente a medicina, profissão de seu tempo de encarnado, ali entre os atendidos de Nosso Lar. Estimulado por Lísias, seu novo amigo, André busca o ministro Clarêncio para solicitar-lhe a permissão para iniciar seus trabalhos na colônia.

Para nossa surpresa, foi simples para André Luiz se consultar com o ministro. Enquanto aqui no plano físico parece quase impossível uma audiência com uma autoridade desse nível, André teve apenas que esperar pelo dia seguinte para a conversa com Clarêncio, mostrando que, no mundo espiritual, um posto de autoridade é para aqueles que estão dispostos a servir os companheiros e não ao próprio ego.

Quando André chega para a reunião marcada, percebe que três outros companheiros já se encontravam no local, aguardando seu momento com o ministro que, por sua vez, já estava presente no Ministério, resolvendo assuntos de grande importância. Novamente a diferença entre os planos da vida. Enquanto aqui na Terra as autoridades fazem, em sua maioria, a população esperar por questões de atraso, na espiritualidade são os primeiros a chegar, e a espera do público se deve a tarefas que necessitam de atenção urgente.

O ministro Clarêncio tem um jeito interessante de atender aqueles que o procuram com alguma solicitação. As pessoas são atendidas aos pares e não individualmente. Assim, as lições e os conselhos dados a um deles pode servir igualmente ao outro, tornando as reuniões mais proveitosas. Então, André Luiz é atendido junto com uma senhora, que tem prioridade na fala por ter chegado antes do amigo espiritual.

Sua petição é para auxiliar, ela própria, os filhos (já adultos) que ficaram na Terra. Ao pedido, Clarêncio lhe questiona quantas horas, em seis anos de permanência em Nosso Lar, a irmã teria de auxílio em prol dos serviços da colônia. Ela informa que tem 304 horas de serviços prestados. Fazendo as contas, seis anos equivalem a 56.560 horas, então, pelos cálculos feitos por André Luiz Ruiz em seu programa O Espírito da Letra, apenas 0,58% do tempo que a senhora estava em Nosso Lar foi revertido em trabalhos no bem. Clarêncio começa, então, a descrever toda a peregrinação da irmã nos trabalhos da colônia que ele havia conseguido para ela, ao que ela replicava sempre como aqueles serviços não correspondiam aos seus anseios, até que ela, deliberadamente, se recolhera aos Campos de Repouso. Neste momento, temos uma grande lição, pois Clarêncio informa que, para sermos favorecidos por irmãos em condições de ajudar-nos em nossos pedidos, é necessário que formemos uma rede de afinidades e fraternidade, coisa que a irmã não conseguiu, já que sempre se retirava dos afazeres antes que conseguisse completá-los. Assim, não foi possível àquela mãe que seu pedido fosse acatado.

No capítulo 14, temos André receoso e arrependido de ter solicitado a reunião, após ter escutado o puxão de orelha de Clarêncio à irmã que o precedera na fala. Então, com algum juízo e após a insistência de Clarêncio para que falasse, André solicita algum serviço na colônia, mas sem se referir às atribuições de médico. Porém, o ministro percebe o que se passa na mente de André, comentando que sabe de suas saudades de exercer a medicina, de atender seus clientes, de seus hábitos quando na Terra. De início, o amigo se sente compreendido e endossa as afirmações de Clarêncio. Aí vem o puxão de orelha de André. Clarêncio lhe fala de todas as facilidades para tornar-se médico, de todos os desvios de conduta, da espiritualidade deixada de lado, dos excessos, da soberba… André se sente envergonhado de suas faltas e percebe que o título de médico, tão aclamado na Terra, não é nada mais que um detalhe para a espiritualidade, uma ficha que designa sua função terrena com tanto valor quanto qualquer outra profissão.

Clarêncio comenta, neste momento, como a medicina da Terra ainda está tão apegada ao materialismo, quantos equívocos acabam cometidos por médicos que entendem a saúde como algo puramente fisiológico. Claro que podemos estender o alerta a todas as outras profissões, pois, sendo o ser humano um espírito imortal habitando um corpo perecível, precisamos cuidar do corpo, mas também das questões espirituais. A partir do momento que conseguirmos enxergar e, principalmente, colocar em prática o aspecto espiritual de nossas profissões, conseguiremos auxiliar melhor, trabalhar para Jesus e ainda evoluirmos um pouquinho mais.

Então, André Luiz, reconhecendo seus equívocos, solicita sinceramente qualquer tipo de trabalho que pudesse ser oferecido a ele. Clarêncio, acalmando o coração de nosso amigo, esclarece que o bem que André havia feito, ainda que de forma displicente, algumas vezes, lhe servira como créditos, de forma que aguardasse a oportunidade de trabalho para breve e que, mais para frente, poderia entrar como um aprendiz da medicina espiritual nas equipes de trabalho de Nosso Lar. Com André agradecido à resolução do ministro, a reunião se encerra.

O capítulo 15 se inicia com um André Luiz refletindo a respeito da conversa que tivera com o ministro Clarêncio, quando Lísias adentra seu quarto para anunciar-lhe uma visita especial: sua mãe viera vê-lo. Esse é o primeiro encontro de André com sua mãe após o desencarne, pelo menos que ele estivesse consciente de sua presença. A alegria é imensa e André descreve a si próprio como se sentisse criança novamente. Porém, com a alegria, veio também um vício que no qual o irmão já estava trabalhando, o da reclamação. André, ao se sentir no colo da mãe de novo, inicia suas queixas, suas saudades da Terra, da família que deixara, de seu trabalho. Conta-lhe sobre a conversa com Clarêncio e como foi difícil para ele ouvir essas verdades. Sua mãe, então, demonstrando seu adiantamento moral, chama André de volta à razão, afirmando saber do teor da conversa que tiveram no gabinete do ministro e que eles não eram os primeiros a passar por situações semelhantes e que cabia agora a eles a resignação e o trabalho no bem.

Adquira Nosso Lar

Em breve voltaremos com mais alguns capítulos de Nosso Lar. Aproveite para ler (ou reler) os capítulos já comentados, as postagens anteriores, adiantar a leitura dos próximos capítulos!

Boas leituras!

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