Educação para a morte

“Para morrer basta estar vivo”, já diz o ditado. O tema da morte é recorrente em todas as culturas e todas as religiões da Terra possuem alguma explicação e para o fenômeno e o que vem após o último suspiro. As artes representam muito bem o fascínio e o temor que o tema causa na humanidade, seja na literatura, seja nos filmes, seja nas artes plásticas. Ainda assim, a morte permanece um grande tabu em nossa sociedade, o que consiste uma grande contradição de nossa parte. É sobre a naturalidade da morte e como tratamos e como deveríamos tratar o assunto que versa a obra Educação para a morte, de J. Herculano Pires, escrito já próximo ao seu desencarne, que ocorreu em 1979. (Adquirindo seu exemplar pelo nosso link na Amazon ou na Livraria Cultura, você ajuda o blog a crescer!)

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Em sua obra, Herculano Pires descreve diversas experiências boas e ruins que a humanidade teve e ainda tem com a morte, como o hábito da mumificação entre os egípcios e o pavor do fogo eterno do inferno entre muitas crenças cristãs, para demonstrar a necessidade de se educar para a morte. Parece um pouco macabro olhando apenas o título, mas, em essência, trata-se de aceitar a morte como uma das etapas da vida, inevitável e necessária, para que possamos nos transformar e galgar novos degraus em nossa evolução. Assim, é mais uma forma de aprendermos a viver de maneira mais adequada, tendo em vista a nossa vida espiritual, que é a verdadeira, recordando que estamos na Terra apenas de passagem, para aprendermos e tirarmos o melhor que ela puder nos oferecer, evitando ao máximo as quedas no caminho.

EducaçãoMorte02

O livro é bastante curto e, em minha visão, um pouco repetitivo, já que em todos os capítulos a temática é a mesma. Herculano Pires tem uma língua (ou seria caneta?) bastante afiada e não poupa ninguém em seus textos. Recorda-nos a todo momentos dos preceitos da vida após a morte e da reencarnação, bastante familiares aos espíritas, para fundamentar sua opinião. Em alguns momentos, o autor utiliza-se de alguns experimentos russos um tanto controversos dentro da Ciência para embasar a existência do espírito, o que é perigoso, já que foram experimentos não puderam ser replicados e que foram inclusive contestados por outros cientistas, algo que Herculano deixa transparecer em seu texto que não aceitou muito bem. É preciso ter muito cuidado quando associamos Ciência e Espiritismo para não cairmos na tentação de tentar provar absolutamente qualquer coisa espiritual com qualquer experimento científico. É preciso analisar com muito critério.

O valor da mensagem principal, de que precisamos aprender a viver visando a verdadeira vida, a espiritual, é inegável. Por isso, vale a leitura, apenas com a cautela de não se deixar levar pelo verbo inflamado e pelas polêmicas levantadas, especialmente com relação à Ciência.

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Boas leituras!

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