A invenção de Hugo Cabret

Cinema, literatura, desenho. Formas de arte diferentes entre si, capazes de contar histórias, expressar emoções e encantar pessoas. Mas seria possível vê-las combinadas? É o que faz de um jeito maestral o livro de hoje, A invenção de Hugo Cabret, escrito e ilustrado por Brian Selznick, lançado no Brasil em 2007, com sua primeira edição pela editora SM, contando com 534 páginas. (Adquirindo seu exemplar pelo nosso link na Amazon ou na Livraria da Travessa, você ajuda o blog a crescer!)

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Hugo é um garoto órfão que vive em uma estação de trem em Paris, em 1931, com seu tio, responsável por ajustar os relógios do lugar. Quando o tio desaparece, Hugo assume a tarefa na estação, temendo ser levado para um orfanato por descobrirem que agora ele está sozinho. Assim, começa a roubar alimentos para poder comer e também alguns brinquedos de uma loja da estação, para pegar suas peças e tentar consertar um autômato que ele salvou dos escombros de um incêndio no museu que seu pai trabalhava e no qual ele faleceu. Hugo acredita que o autômato esconde alguma mensagem e, para descobri-la, é necessário que o objeto volte a funcionar. Para isso, o garoto acaba precisando da improvável ajuda de Isabelle, sobrinha do dono da loja de brinquedos onde Hugo faz seus pequenos furtos. Porém, nada disso é tão simples, pois, além de consertar o objeto, Hugo precisa enfrentar a raiva e as ameaças do dono da loja de brinquedos e escapar das vistas do inspetor da estação de trem.

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(imagens retiradas da internet)

O livro é grande, porém possível de ler em poucas horas. Como? O texto é entremeado de imagens, ou melhor, as imagens fazem parte da narrativa, como num cinema mudo, substituindo longos trechos escritos. Logo no início, o narrador nos coloca em uma atmosfera cinematográfica e os desenhos são todos feitos para dar a impressão de que o leitor está em uma sala de cinema. É assim que cinema, literatura e desenho se fundem, proporcionando uma experiência única! Portanto, nada de pular as gravuras! Elas são essenciais para compreender a história.

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(imagens retiradas da internet)

Brian Selznick faz, na obra, uma homenagem a George Méliès (1861-1938), um dos pioneiros do cinema, considerado pai dos efeitos especiais, maior nome da sétima arte de sua época e criador de uma das películas mais marcantes, “Uma Viagem à Lua”, de 1902. Selznick acalentava há tempos a vontade de escrever algo envolvendo o grande cineasta, mas foi ao ler “Edison’s Eve: A Magical History of the Quest for Mechanical Life”, de Gaby Wood, que seu desejo se concretizou. Na obra, há uma descrição da coleção de autômatos que pertenceu a Méliès e como eles foram esquecidos em um canto de um museu. Ali estava o pontapé para a história de Hugo Cabret! George Méliès é também um dos personagens da obra cheia de reviravoltas de Selznick, constituindo o livro em uma espécie de metalinguagem deliciosa!

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(imagens retiradas da internet)

A invenção de Hugo Cabret é uma história incrível e muito bem construída, que inspirou um filme dirigido por Martin Scorsese (Hugo), lançado em 2011, indicado 11 vezes ao Oscar e que faturou 5 das estatuetas. Embora seja classificado como infanto-juvenil, é um livro recomendado a todas as pessoas que estão abertas a experiências diferentes no campo da leitura, que gostam de ser surpreendidas. Uma leitura fluente e inesquecível!

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Boas leituras!

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