Estudando Nosso Lar nº 9 – Bônus-hora e algumas notícias da Terra

Estamos de volta com mais um trecho do estudo de Nosso Lar, o primeiro da série A Vida no Mundo Espiritual, escrita por André Luiz, através da mediunidade de Francisco Cândido Xavier. Hoje abordaremos os capítulos 22, 23 e 24 da obra. Se você perdeu os estudos anteriores, pode acessar o primeiro aqui. Se você ainda não tem o seu exemplar do livro Nosso Lar ou gostaria de adquirir outro volume, pode fazê-lo através do nosso link na Amazon ou na Livraria da Travessa, assim, você ajuda o blog a crescer!

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No capítulo 21, André continua sua conversa com dona Laura, porém agora questionando a respeito do bônus-hora. Seria este um papel amoedado, semelhante aos que utilizamos no planeta Terra, como o real, o dólar ou o euro? É então que a senhora esclarece a André que trata-se de uma espécie de contabilização de horas de serviço utilizada na colônia que também serve para aquisição de determinados bens ou auxílios. Todos na colônia tem a responsabilidade de zelar pelo que é fundamental a todos, como alimentação e vestuário, e todos também recebem sua parte sem custos, ou seja, vestimenta e comida são distribuídas pela Governadoria a todos sem cobrança. Porém, se alguém desejar vestir algo diferente do que aquilo que é comum a todos, deverá utilizar-se do bônus-hora para obtê-lo. A moradia, a mesma coisa: é possível ser abrigado em Nosso Lar em casas de amigos que lhe acolham ou em alojamentos coletivos, mas se a família desejar a aquisição de uma casa, deverá ser feita através das horas de serviço contabilizadas em bônus-hora. O entretenimento e a intercessão pelos entes queridos também necessitam de certas quantidades de horas de trabalho do habitante da colônia.

Em Nosso Lar, segundo dona Laura, a carga diária de trabalho é de, no mínimo, 8 horas, podendo ser estendida para 12 horas, podendo chegar a 72 horas de trabalho semanais. Fazendo as contas, percebemos que, na colônia, se trabalha durante 6 dos 7 dias da semana, considerando que todos os dias tenham a mesma carga de trabalho. Para cada hora de trabalho é concedido um bônus-hora ao trabalhador, podendo ser o valor duplicado ou triplicado em caso de serviços sacrificiais. Este é outro ponto importante, pois não importa o cargo exercido na colônia, o valor recebido é o mesmo, a menos que o trabalho exija sacrifício do espírito que o execute.

Não há heranças em Nosso Lar. Assim, quando um espírito reencarna, o valor “em caixa” de seus bônus-hora retorna à colônia, pois é resultado do esforço pessoal do espírito, constituindo-se bem intransferível. O lar adquirido através dos bônus-hora, porém, permanece com a família. Dona Laura explica que o maior e verdadeiro bem adquirido através do trabalho na colônia é a experiência, algo que não se perde ao se “gastar” os bônus-hora ou ao reencarnar, conferindo sentido muito diverso ao trabalho daquele que temos aqui na Terra. Aliás, este é outro ponto mencionado pela senhora, de que o trabalho no planeta possui remunerações diferenciadas e conotação são diversa do sentido espiritual porque o homem encarnado ainda estaria treinando o espírito de serviço, aprendendo a servir. Fica o alerta aos profissionais de todas as áreas, para que seja desempenhado o seu papel da melhor maneira possível, a fim de que seja desenvolvido o espírito de serviço o quanto antes e que se possa viver de forma integrada a espiritualidade da vida profissional.

No capítulo 23, os filhos de dona Laura retornam de seu passeio e Lísias convida André para observar o céu da noite a partir do jardim da casa. André se impressiona com a paz que sente e o amigo o esclarece que as emanações positivas são resultado de um combinado entre os moradores de Nosso Lar, de só emitirem pensamentos positivos, deixando a atmosfera mais leve e tranquila. Faz-nos pensar no tipo de emanações que captamos em nossa vida diária ou que depositamos nos ambientes, em especial naqueles que mais frequentamos, como nosso trabalho ou nossa própria casa.

Em seguida, os dois retornam ao interior doméstico e Lísias prepara-se para ligar um aparelho que André descreve como similar a um rádio ou, como conhecemos hoje, uma televisão, que transmitiria algum tipo de comunicação, só que trabalhando com ondas mais sutis. André pergunta a Lísias se eles ouviriam mensagens da Terra, ao que é respondido negativamente. O amigo explica que o intercâmbio com o planeta é proibido no ambiente doméstico, por poder causar perturbações desnecessárias aos moradores da colônia. Nos ministérios e na Governadoria existem aparelhos capazes de captar as ondas da Terra, mas a comunicação só pode ser feita mediante autorização devidamente analisada. Conta Lísias que, há algum tempo, era comum as casas de Nosso Lar terem seus aparelhos conectados aos ambientes terrenos dos parentes ainda encarnados, mas que a menor perturbação na vida deles era motivo de alvoroço para os desencarnados, levando o governador a proibir o intercâmbio. No fim, nem todos estão preparados para lidar com as atribulações dos familiares com a devida serenidade e equilíbrio. Estaríamos nós?

No capítulo 24, Lísias liga o aparelho e músicas suaves invadem o ambiente. De repente, aparece a imagem de um trabalhador identificando-se como pertencente à colônia Moradia, pedindo auxílio para a Terra, onde aumentavam as tensões entre as nações, especialmente as europeias. André fica impressionado em perceber que o espírito se comunicava em português bem claro e questiona Lísias sobre a forma de comunicação entre as colônias, já que ele esperava que fosse apenas através do pensamento. O amigo esclarece que, nos ambientes mais próximos à Terra, como é o caso de Moradia e Nosso Lar, a linguagem e os patrimônios nacionais permanecem após a desencarnação, pois ainda há uma conexão intensa entre os espíritos e a vida que estes levavam no globo, ficando cada vez mais sutil conforme a elevação das colônias e dos seus habitantes.

O apelo à Terra é repetido ainda algumas vezes através do aparelho e Lísias demonstra sua preocupação e tristeza com relação ao destino próximo da Terra. Era agosto de 1939, vésperas da Segunda Guerra Mundial, e os países se preparavam para a nova carnificina. André se surpreende ante a iminente catástrofe, pois a Primeira Guerra já havia sido absurdamente grande e violenta, e Lísias explica que, em reunião no Ministério da União Divina em Nosso Lar, os benfeitores espirituais comunicaram que a guerra viria para expurgar os débitos de caráter coletivo contraído pelas nações, através da desmedida vaidade, orgulho e egoísmo. Se todos temos os nossos débitos individuais a saldar, as nações, como personalidades coletivas, também tem os seus, o que não tira a responsabilidade daqueles que provocaram os novos problemas. Jesus já havia dito que “é necessário que venha o escândalo, mas ai daquele por quem o escândalo venha!”

Ainda leremos mais sobre os acontecimentos da Segunda Guerra Mundial neste livro. Em breve retornaremos com mais capítulos de Nosso Lar. Aproveite para ler (ou reler) os estudos anteriores e os capítulos de hoje, ou antecipar os próximos trechos estudados.

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Boas leituras!

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