Memórias de um Suicida

Começou setembro e, para quem não sabe, esse é o mês em que focamos mais na conscientização sobre um problema que vem afetando cada vez mais a nossa humanidade: o suicídio. Quando alguém tira a própria vida, ela leva consigo um pedaço de cada um que a ama. Ficam os questionamentos, a dor, a mágoa, os traumas. Mas e aquele que partiu de forma tão precoce, o que lhe acontece? O livro Memórias de um Suicida, clássico da literatura espírita, escrito por Yvonne do Amaral Pereira, sob inspiração do espírito Camilo Cândido Botelho e auxílio de Léon Denis, lançado pela primeira vez em 1954 e hoje em sua 27ª edição pela FEB editora, com 544 páginas, aborda de forma magistral o assunto tão doloroso. (Adquirindo seu exemplar pelo nosso link da Amazon ou na Livraria da Travessa, você ajuda o blog a crescer!)

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O livro conta a história do famoso escritor português Camilo Castelo Branco (aqui sob o pseudônimo de Camilo Cândido Botelho) que, acometido por uma cegueira ao final de sua vida, não se conforma e retira a própria vida. Acorda, então, dentro do túmulo, conseguindo perceber tudo a sua volta, mas ainda sem se dar conta de que conseguira se suicidar. Chama pelas pessoas que normalmente lhe auxiliavam, pois sente cheiros muito fortes vindos de seu corpo, já em decomposição, mas ninguém lhe atende. Em estado de perturbação, acaba atraído por um grupo de suicidas que passa pela região onde ele se encontra e se encaminha para o que ficou conhecido como Vale dos Suicidas, uma região no Umbral onde se concentram espíritos afinizados pela escolha de tirar a própria vida. Neste lugar, Camilo encontra diversos espíritos suicidas e presencia as mais terríveis situações, até ser resgatado pelos Servos de Maria e recomeçar sua caminhada que, acreditem, não será nada fácil!

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A obra Memórias de um Suicida faz muitas pessoas torcerem o nariz por ter uma linguagem mais rebuscada, mas isso deve-se tanto ao autor, um escritor português clássico, como à época em que foi escrito, muito antes da data de sua publicação. Ainda assim, o livro deve ser lido com certo cuidado, pois pode conter gatilhos, além de ser denso e riquíssimo em detalhes, merecendo ser estudado com afinco. A começar pelo Vale dos Suicidas, região onde os espíritos que tiram a própria vida se reúnem, não por um castigo divino, mas por afinidade de pensamentos e pela culpa que carregam consigo do ato cometido. Camilo Castelo Branco, por suas convicções religiosas mantidas enquanto encarnado, passou mais de dez anos no Vale acreditando estar no inferno, sendo punido pelo seu suicídio.

Nesta obra, ficamos sabendo que Maria de Nazaré, a mãe de Jesus, cuida pessoalmente dos nossos irmãozinhos suicidas, com todo o amor de mãe generosa, através dos seus Servos, que buscam no Vale aqueles que estão em condições de receber auxílio. Os espíritos são levados para o tratamento nos hospitais das colônias e depois passam por aprendizados, culminando em suas programações reencarnatórias, sempre muito difíceis, pois os débitos de outras existências foram agravados pelo ato impensado. Em determinado momento do livro, é narrada uma reunião mediúnica, em que é dado a alguns espíritos suicidas se comunicarem, uma situação bastante emocionante e que nos leva a pensar na seriedade do trabalho mediúnico com nossos irmãos sofredores.

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Mas além de toda a conscientização do que ocorre do outro lado da vida com os suicidas e do alerta para que fiquemos atentos àqueles que estão ao nosso lado e a nós mesmos, tem algo mais que podemos fazer: na colônia espiritual descrita no livro, os trabalhadores espirituais se reúnem em preces à Maria de Nazaré, às 18h, pedindo auxílio aos suicidas. Esse momento é conhecido como a Hora do Ângelus, e já é praticado na Igreja Católica, embora direcionando as preces de outra forma. Nós, encarnados, podemos nos unir a esses trabalhadores em preces a esses nossos irmãos e àqueles que estão com intenção suicida, além da ação quando alguém nos procura, para, de alguma forma, colaborar no auxílio a esses espíritos em sofrimento.

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Boas leituras!

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