Oi pessoal! Tudo certo com vocês? Após um tempinho sem postagens, aqui estamos novamente, para continuar estudando um pouquinho da nossa jornada aqui na Terra. No nosso encontro anterior, conversamos um pouquinho sobre o povo da Índia. Lembram-se que eles também se chamavam Árias? Pois é… tem outro pessoal com essa mesma denominação. Vamos entender um pouquinho como isso aconteceu… (Adquira seu exemplar pela Amazon ou pela Livraria da Travessa)
Os Árias Europeus
Do povo hindu descende os chamados árias europeus, que hoje se tornou o povo com maior expressão cultural no globo terrestre. Suas línguas guardam estreitas relações com o sânscrito, vindo da Índia, e que seria uma reminiscência da língua utilizada por esse povo no sistema de Capela. Os elementos mais rebeldes, indignados com o seu degredo, saíram da região da Índia e passaram a peregrinar pelo Globo, indo se estabelecer, por fim, na Europa.
Cada corrente da raça ariana assimilou os traços culturais dos povos com os quais tiveram contato ao longo de sua jornada, de onde edificaram os primórdios da civilização europeia atual.
O início das organizações arianas
Emmanuel nos conta que esse povo começou sua jornada na bolinha azul em, aproximadamente, 10.000 anos antes de Cristo. Historicamente, estima-se que esta foi a época em que foram feitas as primeiras pinturas rupestres, indicando o início da pré-história, ou idade da pedra polida. No ano 4000 a.C., referido pelo benfeitor, surgem os primeiros habitantes na ilha hoje conhecida por Santorini, próxima a Grécia continental.
Os árias revoltados saíram da região da Índia e se espalharam pela Europa, chegando até onde hoje se localiza a Rússia. Foram os primeiros a estabelecerem uma organização política nos grupos em que viviam, elegendo chefes para cada tribo, para que pudessem conduzir as massas.
Surgiram, então, a agricultura e as indústrias pastoris. Com o surgimento dessas organizações econômicas e do senso de propriedade, surgem a separatividade, o ciúme, a ambição e o egoísmo. Isso nos remete a um grande filósofo do século das luzes, Jean-Jacques Rousseau, que em seu livro, Do Contrato Social, aborda justamente essa questão, onde discute que as grandes guerras e os grandes problemas sociais surgiram simultaneamente ao senso de propriedade.

Devido a intervenção das equipes espirituais, houve uma separação geográfica dos grupos, com mudanças na conformação das Terras, tendo origem o Mediterrâneo e o Mar do Norte, a fim de suavizarem-se as lutas que já começavam a se estabelecer entre os agrupamentos. Os povos nórdicos e mediterrânicos, agora separados pelas águas, continuam a disputar espaço nas questões comerciais de sua época. Conta-nos Emmanuel que, a linha divisória desses adversários é justamente o limite de territórios da França e da Alemanha, sendo possível compreender a extensão temporal da rivalidade entre essas nações, explicitada nas guerras ao longo da História.
Religiosidade
Foi esse o povo com menos registros de existência, pois que, até o final da Idade Média, os registros se pautavam na religiosidade, coisa que não fazia parte da realidade dos árias.
Os árias foram os que mais se rebelaram com as condições de seu exílio na Terra. Por conta disso, acabaram não desenvolvendo, inicialmente, nenhum tipo de religiosidade. O palestrante espírita Haroldo Dutra Dias comenta, em um de seus vídeos, que esse povo deu início a um tipo de projeto de autossuficiência, recusando a ideia de se submeterem às determinações divinas. Dessa forma, tentam construir na Terra o seu paraíso perdido, acabando por promover a miscigenação e a troca de conhecimentos com os povos que já viviam na Terra.
É o povo mais hedonista, ou seja, apaixonado pelo homem. Nas artes promovidas por eles, o homem é tema central, imbatível, perfeito. Esse aspecto é percebido, principalmente, nas civilizações grega e romana, das quais falaremos mais em próximas postagens. Foram os arianos que contribuíram largamente para o avanço científico em todas as épocas. Desta forma, devemos a eles o nosso atual estágio de desenvolvimento tecnológico.
Somente após muitos séculos que alguns dos aglomerados arianos retomaram a religiosidade. Aí se encontram os germanos, com sua devoção pelo fogo, personificação das potências da Natureza, e, principalmente, os celtas, com sua veneração à Natureza, junto aos carvalhos sagrados.
Os Celtas
Os livros Depois da Morte e O Gênio Céltico, de Léon Denis, traz várias informações a respeito do povo das Gálias, os celtas.
Os druidas eram os sábios daquele povo, não necessariamente constituindo um corpo sacerdotal. Cada um tinha uma função dentro da sociedade, variando entre as mais diversas funções existentes até então.
O ensino escrito e as artes eram proibidos entre eles, a fim de que os princípios religiosos não sofressem deturpações e nem fossem materializados, sendo sempre ensinados pelos druidas e cantados pelos bardos.
Para os druidas, existia apenas um Deus, apesar de acreditarem nas diversas forças da Natureza. Todos os supostos deuses célticos e as próprias forças constituintes da Natureza eram interpretados por eles como sendo as várias faces, ou aspectos, de um único Deus.
A filosofia dos druidas pregava a continuidade da existência após a morte do corpo e também as sucessivas vidas de um mesmo espírito. A alma deveria percorrer três círculos: anounfn, período animal; abred, círculo das migrações que povoam os mundos de expiação e provas; grwynfid, círculo dos mundos venturosos ou da felicidade. Acreditavam eles que, a alma culpada, perseverando no mal, pode perder o fruto de seus trabalhos e recair nos graus inferiores da vida, o que é uma clara alusão ao seu degredo na Terra.
Por conhecerem a realidade de uma vida após a morte, não temiam esta última, e caminhavam de peito aberto para as lutas, sem mesmo possuírem equipamentos que os protegessem dos ataques dos rivais. Seus corpos eram deixados nos campos de batalha pelos seus companheiros, que já não viam ali senão um simples invólucro que não poderia mais ser utilizado. Invocavam os mortos nos seus templos de pedra bruta, onde buscavam conhecimentos e consolos.

Curioso não? O que acharam do post? Não deixe de comentar, quero saber sua opinião!
Até a próxima!
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Absolutamente maravilhoso, já havia escutado em algumas palestras , mas seu comentário é muito claro
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Artigo instrutivo. Vou ler ” A caminho da luz”
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Estou lendo agora A caminho da luz e seus comentários, estão mais claros do que no livro escrito por Emanuel. Obrigada. Mesmo assim, achei os relatos confusos.
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Muito Legal!! Esses ciclos dos celtas eu não conhecia, muito bom!
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