A Caminho da Luz – Roma e a consolidação da Igreja Católica

Olá, pessoal! No post anterior, começamos a falar a respeito de Roma, desde os seus primórdios, e paramos no momento da vinda do Mestre. Hoje vamos continuar falando sobre Roma, mas agora com o desenrolar da história desta grande nação. (Adquira seu exemplar pela Amazon ou pela Livraria da Travessa)

O fim da Paz Romana

Muitos imperadores se seguiram no período da decadência de Roma. Após o governo de Augusto, assume o Império Tibério, e é em seu governo que Jesus é levado aos martírios que culminaram em seu desencarne no Gólgota. Com esse governo, Roma retorna às lutas sangrentas, com uma sociedade completamente degenerada, continuadas por seu sucessor, Calígula.

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(Tibério)

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(Calígula)

Durante o governo de Vespasiano, o futuro imperador Tito promove a destruição de Jerusalém, que culminou na destruição do Templo e na dispersão dos israelitas. Enquanto imperador, Tito viu a catástrofe da erupção do Vesúvio, que arrasou as cidades de Herculanum e Pompeia, muito bem descrita no livro Há dois mil anos, do benfeitor Emmanuel.

Curiosidade: as ruínas de Pompeia foi redescoberta recentemente pelos historiadores. As cinzas do vulcão permitiram que a cena do momento da destruição da cidade fosse conservada, até mesmo os corpos dos habitantes estão em excelente estado de conservação e estudos estão sendo realizados para descobertas antropológicas.

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(Tito)

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(Pompeia)

Com Nero, se iniciam os tristes espetáculos da maior crueldade já cometida contra os crentes do cristianismo. Após colocar fogo em Roma, aproveitando a tensão existente e a perseguição à crença nascente, o imperador acusa os cristãos de serem os responsáveis pelo incêndio, iniciando os espetáculos sangrentos que a história nos conta, nas arenas dos circos com as feras e com as fogueiras. Os martírios se estenderiam até o governo de Diocleciano, tendo uma trégua durante o império de Marco Aurélio, que tentou acabar com espetáculos tão dolorosos.

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(Nero)

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(Marco Aurélio)

Diocleciano instaurou a Tetrarquia, o império governado por quatro imperadores e não mais um só. Após verificar o andamento da administração do Império, retira-se das lutas, exausto. Mais tarde, seu herdeiro reivindicará seu lugar à frente do Império.

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(Diocleciano)

Cristianismo como religião oficial do Império

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(Constantino I)

Constantino I era neto do imperador Diocleciano. Após algumas lutas sangrentas contra os descendentes dos outros três imperadores da Tetrarquia, Constantino é aclamado único imperador em Roma, atribuindo sua última vitória ao Deus cristão. Apesar de sua crença pessoal ser controversa, educou seus filhos no cristianismo e tornou-o religião oficial dos imperadores. Proclamou alguns dos dogmas ainda adotados pela Igreja Católica, como o domingo sendo o dia do descanso, não apenas por causa de tradições judaico-cristãs, mas também por ser o domingo o dia dedicado ao deus Sol da antiga religião pagã, reminiscência que ainda trazia consigo. Foi Constantino quem adotou o símbolo “chi-rô”, emblema que combina as duas primeiras letras gregas para o nome “Cristo” (X e P superpostos).

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O Cristianismo passou a ser a única religião do império com Teodósio I, após diversas lutas com possíveis sucessores pagãos ao título de imperador.

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(Teodódio I)

Criação da Igreja Católica

Constantino convocou o Primeiro Concílio de Niceia, a fim de unificar as igrejas cristãs, que se encontravam dispersas e discordantes. Neste Concílio ficaram definidos alguns dogmas da Igreja, que viria a ser conhecida como Católica, que significa “universal”. Entre esses dogmas estavam a Santíssima Trindade, o Credo Niceno (o credo mesmo, que ainda é recitado na Igreja), a fixação da data da Páscoa e a Lei Canônica, código que regulamenta a Igreja Católica. O Concílio se deu em 325 d.C.

Constantino dividiu a organização administrativa do Império em quatro prefeituras e diversas dioceses, sendo as últimas dirigidas por vigários, consumando o poder da Igreja Católica na política. Com a união ao Estado, a Igreja enche-se de luxo e poder, ganância e ambição. Ao invés de promover a educação das almas mais ignorantes, fanatiza-as, a fim de manter seu domínio. Modifica tradições cristãs de modo a adaptarem-se a costumes pagãos, angariando mais adeptos e aumentando sua influência, nos moldes do Império Romano.

A decadência de Roma

No século V, verifica-se o início da fragmentação do Império Romano e sua invasão pelos povos considerados bárbaros. Embora Roma tenha ganhado a maior parte das batalhas, o Império foi fragilizado pelos saques e pela destruição causada pelos povos invasores, especialmente as promovidas por Átila, o Huno. Mas foi em 476 que Odoacro depôs o então imperador Rômulo Augusto, assinalando o fim do chamado Império Romano do Ocidente. Porém, o novo líder se curvou diante da Igreja, submetendo-se a ela.

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(Átila, o Huno)

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(Imperador Rômulo abdicando do trono em favor de Odoacro)

Importante salientar que o Império Romano do Ocidente e o Império Bizantino confundem-se em boa parte da História. O que é consenso é que o Império Romano surge com Augusto, ao final da República de Roma, e termina com a deposição do imperador Rômulo Augusto, e o Império Bizantino é suposto ter iniciado na fundação de Bizâncio, também conhecida por Constantinopla, e ter finalizado em 1453, quando a cidade foi tomada pelo Império Otomano. Atualmente, Constantinopla é conhecida por Instambul.

A consolidação do Papado

No livro A Caminho da Luz, Emmanuel diz que foi com o imperador Focas, em 607, que o Papado foi criado, dando início a 1260 anos de amarguras e violências para civilização nascente. Dando uma olhada rápida na lista de Papas, vemos que são contados os patriarcas desde Pedro, considerado pelos católicos como o Pai da Igreja.

Em 607, o papa era Bonifácio III, considerado o 66º. Ficou menos de um ano no posto, mas conta-se em sua biografia que ele foi até o imperador para conseguir um decreto que restaurasse a ideia de Pedro como primeiro Papa de todas as igrejas, assegurando o título de “Bispo Universal” ou Papa apenas ao bispo de Roma. Até então, qualquer bispo poderia ser considerado um papa e não havia privilégios absolutos. Esse fato confirma as palavras do benfeitor espiritual.

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(Bonifácio III)

A confirmação do Poder Temporal dos Papas, bem como a independência da Igreja Católica em relação ao Império, se deu com o papa Estêvão II, em 756. O pontífice recorreu ao rei dos francos à época, Pepino, que reconquistou várias cidades ex-bizantinas, então em poder do Reino Lombardo, entregando-as a Estêvão II, tendo origem, assim, os Estados Pontifícios.

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(Pepino, o Breve)

O término do período de amarguras descrito por Emmanuel se dá em 1870, quando é decretada a infalibilidade papal, dogma católico que coloca a Igreja em decadência e assinala a ausência de autoridade do Vaticano, uma vez que, nesse tempo, os avanços científicos, religiosos e filosóficos já não comportavam esse tipo de pensamento.

A besta do Apocalipse

Emmanuel trata, em um dos subtítulos, da simbologia do Apocalipse, correlacionando a besta com a questão do Papado. Existem, inicialmente, dois números a serem considerados: os 42 meses em que a besta pode permanecer falando grandezas e blasfêmias, e o símbolo que a representa, o 666.

Para os meses, o cálculo é feito considerando-se que cada dia do mês represente um ano. Nesse caso, 42 meses equivale a 1260 anos (30 x 42). 1260 anos também é o tempo compreendido entre o estabelecimento do Papado e o decreto da infalibilidade papal, ou seja, o período “áureo” do Papado, entre 610 e 1870.

Com relação ao número 666, devemos nos recordar que os algarismos arábicos ainda não eram utilizados na região, então precisamos considerar o valor em algarismos romanos. Emmanuel relaciona o valor com os títulos do papa, “VICARIVS GENERALIS DEI IN TERRIS”, “VICARIVS FILII DEI” e “DVX CLERI” que significam “Vigário-Geral de Deus na Terra”, “Vigário do Filho de Deus” e “Príncipe do Clero”. Somando-se todas as letras que representam números romanos, teremos o valor 666 (I = 1; V = 5; X = 10; L = 50; C = 100; D = 500). Vamos verificar os cálculos:

“VICARIVS GENERALIS DEI IN TERRIS” = 5 + 1 + 100 + 1 + 5 + 50 + 1 + 500 + 1 + 1 + 1 = 666

“VICARIVS FILII DEI” = 5 + 1 + 100 + 1 + 5 + 1 + 50 + 1 + 1 + 500 + 1 = 666

“DVX CLERI” = 500 + 5 + 10 + 100 + 50 + 1 = 666

Por hoje é isso, pessoal! No próximo post, vamos continuar falando sobre o período da Idade Média, focando principalmente na Igreja Católica, que regeu esse período. O que vocês acharam? Deixem seus comentários, quero saber sua opinião!

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Até a próxima!

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2 comentários em “A Caminho da Luz – Roma e a consolidação da Igreja Católica

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