A Caminho da Luz – Reformas Religiosas

Oi gente! Tudo bem com vocês?

No post anterior, conversamos sobre a preparação para os acontecimentos mais importantes após o fim da Idade Média. Hoje vamos falar sobre alguns deles, as reformas religiosas e alguns de seus desdobramentos. (Adquira seu exemplar pela Amazon)

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Renascimento religioso

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(Martinho Lutero)

No início do século XVI, um monge agostiniano causa furor na Europa Católica ao lançar suas ideias contrárias aos dogmas católicos. Martinho Lutero acreditava que a salvação do homem não se daria por meio de compras das indulgências, prática comum naquela época da Igreja Católica, que não deveria haver diferença entre clérigos e leigos e que a bíblia deveria ser acessível a quem quisesse lê-la. Esses são apenas alguns dos dogmas católicos refutados por Lutero em seu texto que ficou conhecido como “95 Teses”.

Àquela época, encontrava-se na cadeira de São Pedro o papa Leão X, sob cuja direção criara-se o “Livro das Taxas da Sagrada Chancelaria e da Sagrada Penitenciária Apostólica”, onde estavam descritos os preços para a absolvição de todo e qualquer tipo de pecado.

Lutero foi excomungado da Igreja e perseguido por muito tempo, assim como seus seguidores. Porém, as denominações protestantes se espalharam pela Europa e colônias, tendo cada vez mais adeptos e representantes, como o foram Erasmo de Roterdã, Melanchton e Calvin. Este último teve quase tanta importância histórica quanto o precursor Lutero, devido a várias lutas que foram empreendidas por seus seguidores no cenário político europeu.

Apesar do grande avanço religioso, Lutero deixou muito do seu espírito combatente na religião nascente. Aos extremismos da Igreja, respondia com o extremismo da intolerância. Porém, é inegável a contribuição desse missionário para o porvir.

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(Calvin, ou Calvino)

Contrarreforma

Em resposta direta a Reforma Protestante, surge a Contrarreforma Católica. Várias medidas foram tomadas pela Igreja, por meio do Concílio de Trento, a fim de retomar parte de seu espaço perdido para o protestantismo. Entre as medidas estavam a criação do Index Librorum Prohibitorum, livro contendo uma lista de livros proibidos pela Igreja Católica; a criação de novas ordens religiosas, como a Companhia de Jesus, enviada ao Novo Mundo a fim de catequizar os povos considerados selvagens; a retomada do Tribunal do Santo Ofício; reformas e instituição de seminários e universidades; a adoção da Vulgata, a bíblia traduzida para o latim; entre outras de menor impacto.

Companhia de Jesus

Em 1534, Inácio de Loiola, inspirado por espíritos tenebrosos, funda a ordem dos jesuítas, com o objetivo de reprimir a liberdade das consciências. No Velho Mundo, produziram muitos martírios. Devido aos seus votos de total obediência à Igreja, possuíam liberdade de agir. Tão perigosa é a ordem que, ao tentar extingui-la, em 1773, o papa Clemente XIV disse que assinava sua sentença de morte. De fato, pouco depois, em setembro de 1774, desencarnava o papa, vítima de um veneno letal que apodreceu seu corpo lentamente. Segundo a história materialista, o papa desencarnou em decorrência de doença pulmonar, contraída após uma chuva.

Nas Américas, os jesuítas vinham, realmente, com o coração aberto para evangelizar os povos nativos. Ao contrário do que se conta na historiografia, não foram eles os que tentaram retirar a cultura indígena, substituindo-a pela europeia. Grandes defensores desses povos inocentes, morreram com eles em ataques às comunidades indígenas.

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(Inácio de Loiola)

Paz de Augsburgo

Aproveitando-se do momento de fragilidade da Igreja, tendo em vista a expansão da Reforma Protestante, muitos príncipes confiscaram seus bens. Muitos camponeses passaram a exigir reformas agrárias e sociais, iniciando campanhas contra a Igreja. A fim de estabelecer certa tolerância entre as denominações cristãs, foi assinado, em setembro de 1555, o Tratado de Augsburgo.

Como resultado, foi estabelecida a tolerância oficial da denominação luterana no Sacro Império Romano-Germânico. Os príncipes adotariam a religião que melhor lhes aprouvesse e seus súditos deveriam se converter a ela. Aqueles que não quisessem se converter a religião do príncipe, teriam algum tempo para mudar-se para um principado onde fosse a sua a religião oficial. Apesar de auxiliar nos embates entre o catolicismo e o luteranismo, o calvinismo e o anabatismo, entre outros menos populares, não foram contemplados no Tratado, e seus adeptos continuaram sendo perseguidos.

Alguns historiadores acreditam que a fragmentação religiosa criada pelo Tratado tenha sido uma das precursoras do extremo nacionalismo alemão, que culminou nas Grandes Guerras Mundiais.

No próximo post, continuaremos falando sobre os desdobramentos das reformas religiosas. Qual sua opinião sobre o assunto? Não deixe de comentar!

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Até a próxima!

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