A Caminho da Luz – Desdobramentos políticos

Oi pessoas! Como vocês estão?

No post anterior, conversamos um pouco sobre como se deram as reformas religiosas e como foi resolvido o embate, à princípio. Hoje vamos ver alguns dos desdobramentos políticos dessas reformas.

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Igreja Anglicana

Desejando a anulação de seu casamento com Catarina de Aragão por esta não lhe ter dado filhos homens para herdar o trono, e também porque ambicionava os grandes patrimônios que a Igreja Católica possuía, o rei Henrique VIII da Inglaterra rompe com a Igreja, confisca seus bens e cria a Igreja Anglicana, na qual veio a ser a maior autoridade, podendo utilizar-se da religião para levar seus desejos a efeito. A Igreja Anglicana permaneceu católica quanto a sua doutrina.

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(Henrique VIII)

Após uma vida amorosa muito turbulenta, com seis esposas, duas delas executadas a mando do próprio rei, Henrique VIII faleceu, deixando o trono para seu filho Eduardo VI, que reinou por pouco tempo. Durante o reinado de Eduardo IV, a Igreja Anglicana passou a seguir a doutrina protestante, uma vez que o rei professava essa fé desde criança.

Após o falecimento de Eduardo IV, assumiu o reino sua irmã, Maria I, conhecida pela alcunha “Bloody Mary”. Durante o reinado de Maria I, a Inglaterra voltou ao Catolicismo e muitas foram as perseguições empreendidas pela governante contra os protestantes. Aliás, foi essa perseguição atroz que lhe deu o apelido citado.

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(Bloody Mary)

Quando Maria I faleceu, subiu ao trono sua irmã Elisabeth I, uma das maiores monarcas da história da Inglaterra e responsável por conduzir a Igreja Anglicana em uma doutrina a meio-termo entre o catolicismo e o protestantismo, característica que ainda persiste na instituição.

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(Elizabeth I)

Noite de São Bartolomeu

Nas primeiras horas da madrugada de 24 de agosto de 1572, começa um dos maiores massacres da história do protestantismo. A linha protestante que se intitulava huguenote vinha ganhando adeptos na França e já estava bem estabelecida na região parisiense. Depois de muitas tensões e muitos conflitos com os reis católicos da França, Catarina de Médici, desejosa de eliminar a vida de um influente almirante huguenote, Coligny, ordena uma série de ataques aos protestantes. Emmanuel fala de pelo menos três mil mortes em Paris e arredores.

Existem relatos de que a água se tornou tão contaminada pelos corpos que eram atirados ao rio que ninguém mais comia peixe. Tão tenebroso foi o massacre que as mentes protestantes se convenceram de que o Catolicismo era uma religião sanguinária e violenta.

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(Catarina de Médici)

Invencível Armada

Filipe II de Espanha foi um rei belicoso, porém, suas lutas se prendiam fortemente aos Problemas da Reforma Protestante. Monarca de um país extremamente católico, tentou reprimir a liberdade política dos Países Baixos, a fim de diminuir a expansão do Protestantismo.

Assim, o rei organizou o que viria a ser conhecido por Invencível Armada, alcunha irônica dada pelos ingleses pelo seu desastroso desfecho. A esquadra com uma centena de navios, equipada com 2000 canhões e 35000 homens, foi destruída por uma enorme tempestade em alto mar, após amarga derrota para os ingleses em batalha no Canal da Mancha. A Providência Divina se fez presente, permitindo que as almas pacíficas, forçadas a participar de tal destino, aportassem às costas inglesas, sendo recebidos pelo povo inglês, recomeçando suas vidas em uma nova pátria.

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(Filipe II)

Paz de Wesphalia

Em 1648 foi assinado o Tratado de Westphalia, que consolidou as vitórias do protestantismo como seguimento cristão. O tratado é apontado como o marco da diplomacia moderna, dando início ao sistema de Estado Nação. Essa foi a primeira vez que foi reconhecida a soberania de cada Estado sobre si mesmo. As guerras que se seguiram a partir de então, tinham cunho político e não mais religioso. Desta forma, a influência da Igreja Católica, ou de qualquer outra religião, não poderia mais se dar no âmbito político das nações.

Devido aos avanços tecnológicos e sociais de nossos tempos, as comunidades internacionais começam a rever as definições desse tratado, uma vez que seus princípios foram bases para as rivalidades que se seguiram.

Parlamentarismo Inglês

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(Jaime I)

Em 1603, tem início, na Inglaterra, a dinastia dos Stuarts no trono. Porém, o rei Jaime I e seu filho e sucessor Carlos I acreditavam no direito divino dos reis, o que causou sérios conflitos com os ingleses, que já tinha um parlamento estabelecido. Durante o reinado de Carlos I, a situação se agrava: o monarca tinha uma forte inclinação católica, o que o tornou impopular com as comunidades protestantes; tentou dissolver o parlamento e estabelecer o absolutismo e sofreu a revolta do povo, que o destronou e executou, em 1649, colocando em seu lugar Oliver Cromwell.

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(Oliver Cromwell)

A partir de então, a Inglaterra passa a ser uma República, com Cromwell assumindo o papel de um Lorde Protetor, cargo vitalício, equivalente ao de um rei. Possuía o poder de convocar e dissolver o parlamento, desde que obtivesse o voto da maioria do Conselho de Estado. Cromwell usa esse poder de dissolução do Parlamento por duas vezes, instaurando uma ditadura. Porém, devido à eficácia de suas medidas econômicas e sua diplomacia, Cromwell não recebe grande oposição. Com sua morte, seu filho e sucessor abdica do título de Lorde Protetor e é restaurada a monarquia, devolvendo o trono aos Stuarts, com Carlos II, em 1658.

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(Carlos II)

Carlos II tentou introduzir a liberdade religiosa na Inglaterra, tendo suas intenções barradas pelo Parlamento, que já havia tomado medidas para o fortalecimento da Igreja Anglicana no país. Uma crise se estabeleceu quando descobriu-se que o irmão do rei, Jaime, era católico. A crise deu origem a dois partidos, um pró-exclusão dos católicos e outro anti-exclusão, sendo que o rei se aliou a esses últimos. Após a descoberta de uma conspiração para matar o rei e seu irmão, alguns líderes do partido pró-exclusão foram executados e o parlamento foi dissolvido. Era o ano de 1681. Assim, Carlos II governou a Inglaterra sozinho até sua morte, em 1685.

Em seguida, assumiu o trono o irmão católico, Jaime II, sendo sua religião um dos motivos de sua impopularidade. Jaime II tinha tendências absolutistas, que não foram aceitas pelos ingleses. Em 1688, o povo recorre a Guilherme de Orange, o genro e sobrinho protestante do rei Jaime II. Guilherme invade a Inglaterra e, antes que pudesse entrar em consenso com Jaime II, este último foge. Assim, Guilherme de Orange foi coroado rei da Inglaterra.

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(Guilherme de Orange)

Ao assumirem o trono, Guilherme e sua esposa, Maria II, assinam a Declaração de Direitos feita pelo Parlamento. Dessa forma, se estabeleceu, definitivamente, o sistema parlamentarista na Inglaterra, abrindo as portas da democracia para as demais nações.

No próximo post, iremos comentar sobre os diversos movimentos revolucionários em prol da liberdade das nações promovidos pelo mundo. O que você pensa sobre o assunto? Deixe sua opinião!

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Até a próxima!

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