A Caminho da Luz – Em busca da liberdade

Oi pessoal! Tudo bem?

No post anterior, falamos sobre os desdobramentos políticos das reformas religiosas e o início das lutas pela liberdade dos povos, na Inglaterra parlamentarista. Hoje vamos falar sobre as diversas lutas que floresceram no mundo pela liberdade dos povos.

(Ao final do post, deixarei alguns links para obras citadas no decorrer do texto.)

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Estados Unidos da América

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Descrito por Emmanuel como o cérebro da nova civilização, foram para os Estados Unidos da América, ainda colônia inglesa, os espíritos cansados das lutas políticas e religiosas promovidas em sua pátria mãe. Ao contrário do que aconteceu inicialmente nas colônias portuguesa e espanholas, os EUA foram colonizados por pessoas que buscavam um novo lar, criando, desde o início, o sentimento de patriotismo.

Quando a Inglaterra passa a taxar a colônia com impostos que seus representantes não haviam votado, o que feria seus próprios princípios, os colonos se mobilizam para tornar sua terra livre da metrópole. Após uma guerra sangrenta, apoiados pelos franceses, o exército americano vence as tropas inglesas e, em 4 de julho de 1776, é proclamada a Independência dos Estados Unidos da América, com a aprovação da Declaração da Independência, redigida majoritariamente por Thomas Jefferson. Sua constituição se baseia nos princípios iluministas que estavam se disseminando na França do século XVIII, e sua independência repercutiria no Velho Mundo.

Revolução Francesa

A França vivia, no século XVIII, o absolutismo monárquico. O povo estava vivendo na miséria, pagando impostos altíssimos, enquanto a nobreza desfrutava de uma vida luxuosa. Os filósofos iluministas já estavam disseminando suas ideias libertárias e os movimentos pró-democracia começavam a surgir. As notícias da Independência Americana começavam a influenciar as almas dos franceses.

Houve uma tentativa de reerguer a França por parte do rei Luís XVI, de acordo com os ideais iluministas. O monarca tentou abolir a servidão e aumentar a tolerância religiosa com relação aos protestantes, mas sofreu forte oposição da nobreza.

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(Luís XVI)

Diante do caos em que se encontrava a França, foi convocada, pelo rei, uma assembleia com os representantes dos Estados Gerais, em 1789. Os Estados Gerais tinham origens semelhantes às do Parlamento Inglês. Na assembleia, cada Estado tinha direito a apenas um voto, e o clero e a nobreza se uniram com o intuito de derrotar o terceiro estado, o povo, nas votações, pois seriam sempre dois votos contra um. Com o espírito já inflamado pelas ideias libertárias e pela opressão que se instalará, o povo reagiu, transformando a reunião em Assembleia Nacional Constituinte e dando início à Revolução Francesa.

Pouco tempo depois, ocorre a tomada da Bastilha, símbolo do poder absoluto dos reis, e é feita a Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão, baseada nos princípios iluministas e na Constituição Americana. Inicialmente, estabeleceu-se uma monarquia constitucional, nos moldes do sistema parlamentarista inglês, porém, o rei havia fugido do centro da revolução, o que levou os revolucionários a crer que o monarca tramava para retomar o poder absoluto.

Sob a influência de espíritos sedentos de sangue, o movimento se torna sombrio e perverso, principalmente com as figuras tenebrosas de Robespierre e Marat. Por representarem um regime autoritário e tirano, não mais aceito pelos franceses, Luís XVI e sua rainha foram guilhotinados, junto com representantes do clero e pequenos criminosos. Chegaram a subir mais de 20 pessoas por dia ao cadafalso, durante o período sangrento. Joana D’Arc, do lado espiritual, liderava um exército de espíritos consoladores, levando muitos daqueles que desencarnavam no solo francês para reencarnarem no Novo Mundo.

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(Robespierre)

A burguesia, cansada dos desmandos de Robespierre e seus comparsas, derruba-os. Em 1795, estabelece-se o Diretório na França, com nova Constituição aprovada. A burguesia chega ao poder com privilégios. Alguns direitos das camadas mais baixas da sociedade são revogados e renovam-se as tensões. Ainda assim, foi uma época de relativa paz, aproveitada para a reconstrução do pensamento. Os centros militares franceses lutavam contra a tentativa de invasão de outras monarquias, que se sentiam ameaçadas pelo regime nascente. Iniciou-se a crença entre os burgueses de que havia a necessidade de se instalar uma ditadura militar.

A Era Napoleônica

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Napoleão Bonaparte era filho de uma família da Córsega, descendente da nobreza italiana, que teve uma carreira militar vertiginosa. Fora enviado pelo Alto como missionário, com uma grande tarefa na grande organização social de sua época. Porém, antes mesmo de se tornar o grande imperador que o mundo conheceu, perverteu sua real missão, se transformando num ditador megalomaníaco e cruel, embora continuasse sendo um grande estrategista.

Em 1799, Napoleão, juntamente com alguns correligionários, aplica um golpe de estado na França, instaurando o período do Consulado, ao qual sucedeu o Império. Durante seu governo, a França prosperou economicamente e territorialmente, com as Guerras Napoleônicas, porém, a situação para os povos conquistados não era das melhores. As relações com a Inglaterra, outra potência da época, ficaram mais agressivas, o que levou Napoleão a decretar o Bloqueio Continental, quando os países sob as ordens do imperador ficaram proibidos de comercializar com a Inglaterra. Foi esse bloqueio que impulsionou a vinda da família real portuguesa para o Brasil, introduzindo o belo país, de fato, no cenário político internacional.

Em 1813, Napoleão sofre a derrota que prenuncia o fim de seu império. Durante uma tentativa de conquistar a Rússia, o exército napoleônico é surpreendido pela tática da terra queimada, em que os russos abandonaram as terras sem deixar nada para que o inimigo encontrasse. Até mesmo as águas foram envenenadas. Napoleão abandona a empreitada com o número de seus homens reduzido a 20%. Os exércitos da Rússia, Prússia, Áustria e Suécia vencem as tropas francesas na batalha que ficou conhecida por Batalha das Nações, e Napoleão é enviado à ilha de Elba, mantendo uma pensão e o título de imperador.

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(Luís XVIII)

Durante o período que Napoleão fica isolado, chega ao poder Luís XVIII, herdeiro do trono de seu sobrinho, filho do rei guilhotinado durante a Revolução. Ouvindo rumores de que seria enviado a uma remota ilha no Atlântico, Napoleão foge da ilha de Elba e volta à França, reconquistando o país, quando o rei Luís XVIII foge. Dá-se início, assim, o Governo dos Cem Dias. O imperador tenta elaborar uma nova constituição, dessa vez nos moldes liberais, o que contraria os interesses das camadas mais altas da sociedade francesa. Ao entrar na Bélgica com suas tropas, é derrotado por uma coligação anglo-prussiana no que ficaria conhecido como Batalha de Waterloo. Napoleão foi preso e exilado pelos ingleses na Ilha de Santa Helena. Do plano espiritual, Napoleão reconheceria a providência de seu exílio. Nas palavras de Emmanuel:

“[…]no Além, seu coração sentiu melhor a amplitude das suas obras, considerando providencial a pouca piedade da Inglaterra que o exilou em Santa Helena após o seu pedido de amparo e proteção. Santa Helena representou para o seu espírito o prólogo das mais dolorosas e mais tristes meditações, na vida do Infinito.”

Segundo Reinado da França

Após a saída definitiva de Napoleão, restaura-se a monarquia com Luís XVIII, desta vez uma monarquia constitucional. Carlos X, sucessor de Luís XVIII, tentou restaurar o absolutismo, causando uma grande revolta popular, que ficou conhecida com Três Dias Gloriosos, belissimamente retratada no clássico de Victor Hugo, Os Miseráveis. Carlos X abdica do trono, sucedendo-o seu primo, Luís Filipe I, o rei burguês.

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(Carlos X)

Apesar de ter sido entronado pela burguesia, Luís Filipe I se tornou impopular por seu conservadorismo. Seu reinado foi marcado pela corrupção política e pela passividade nos assuntos internacionais. O rei acabou perdendo o apoio dos setores democráticos e reacionários. Com a industrialização e o crescimento urbano, o movimento republicano se intensificou, e uma crise econômica, favoreceu uma nova revolução, em 1848, em que o rei abdicou do trono em favor de seu neto, mas seu herdeiro não foi reconhecido pelos franceses. Assim foi proclamada a Segunda República Francesa.

Na revolução de 1848, é extinto o cativeiro de seres humanos em todos os territórios pertencentes à França.

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(Luís Filipe I)

No próximo post continuaremos falando sobre movimentos revolucionários e vamos ver como a Igreja Católica ficou com seu poder político restrito ao que hoje é o Vaticano.

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Até próxima!

Links para obras citadas no texto:

A Caminho da Luz:

Amazon – A Caminho Da Luze-book

Declaração de Independência dos Estados Unidos da América:

Amazon (e-book)

Os Miseráveis:

Amazon – Editora Penguin, Edição Especial

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