A Caminho da Luz – Novas nações surgem

Oi pessoal! Como vão vocês?

No post anterior, vimos um período bem turbulento na história, especialmente na França. Hoje daremos continuidade com os fatos turbulentos envolvendo a liberdade das nações.

(Ao final do post, deixarei alguns links para obras citadas no decorrer do texto.)

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Independência da América Espanhola

Quando Napoleão Bonaparte decretou o Bloqueio Continental, o imperador enviou seu exército para invadir a Península Ibérica, já que Portugal se mantinha indeciso sobre cortar relações comerciais, ou não, com a Inglaterra. No trajeto, muitas batalhas foram travadas com a Espanha, e o rei, Fernando VII, foi retirado do trono por ordem de Napoleão, que colocou seu irmão, José Bonaparte em seu lugar.

As colônias espanholas não aceitaram obedecer às ordens dos franceses e romperam o pacto colonial, comercializando com o Reino Unido. Quando a família real espanhola retomou o poder, as colônias entenderam que seria o momento de lutar por sua liberdade, sob a influência das ideias iluministas e da Revolução Francesa, o que desencadeou as grandes lutas de independência das colônias hispânicas.

A historiografia fala de 1829 como o ano final da série de lutas pela independência das colônias hispânicas, apesar de Porto Rico e Chile permanecerem sob o domínio espanhol até o ano de 1898, quando se deu a Guerra Hispano-Americana. Em 1822, o Brasil também proclama sua independência, com a espiritualidade envidando esforços para manter-se a unidade territorial que caracteriza a Pátria do Evangelho. Falaremos mais sobre isso quando formos conversar sobre o livro de Humberto de Campos (Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho).

A Igreja Católica com poder reduzido

A península itálica se encontrava fragmentada pelo domínio austríaco, quando o povo italiano foi tomado por um forte sentimento de nacionalismo, que levou o rei sardo-piemontês Carlos Alberto de Saboia a declarar guerra à Áustria. O papa Pio IX, entronizado em 1846, não quis unir-se a causa italiana, o que o tornou extremamente impopular na península, levando-o a fugir em Roma em 1848, quando se instaurou a rebelião.

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(Carlos Alberto de Saboia)

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(Pio IX)

Em fevereiro de 1849, o poder papal foi abolido, sendo proclamada a República Romana, porém com curta duração. As nações católicas organizou um contingente militar a fim de restaurar o poder temporal do papa, o que se deu em julho do mesmo ano, tendo o papa retornado a Roma em abril de 1850.

Em 1860, algumas cidades da Romanha conseguiram anexar-se ao reino da Sardenha, dando continuidade aos projetos de unificação da península itálica. O rei Vitor Emanuel II solicitou ao papa a entrega das regiões da Úmbria e das Marcas, tendo seu pedido recusado. Foi então que o Conde de Cavour, então primeiro-ministro, ordenou a invasão dos Estados Pontifícios, que foram pouco a pouco sendo anexados ao reino da Sardenha, que passou a se chamar Reino de Itália. Assim, os Estados Pontifícios se reduziram a Roma e arredores, onde o papa continuou no exercício das funções de chefe de Estado, sob a proteção de tropas francesas.

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(Vitor Emanuel II)

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(Conde de Cavour)

Com a guerra franco-prussiana, em 1870, as tropas francesas tiveram que regressar ao seu país, deixando Roma desprotegida. O nascente Reino de Itália havia se unido à Prússia, o que facilitou seus intentos de anexar Roma ao seu território. As divisões italianas entraram em Roma, apesar de inúteis tentativas do papa de constituir um exército para resistência, e em breve seria a cidade declarada a capital do reino. Apenas em 1929 foi subscrito o Tratado de Latrão, em que a Igreja passaria a reconhecer o Reino de Itália como Estado soberano e o Reino de Itália faria o mesmo com a cidade do Vaticano, que permanece, ate os dias atuais, sob jurisdição pontifícia.

Segundo Império Francês e Terceira República Francesa

Em 1852, foi implantado novamente, na França, o regime monárquico bonapartista por Napoleão III, marcado pela ditadura, modernização e desenvolvimento econômico do país. Porém, o regime teve curta duração, terminando com a derrota desastrosa da França  na guerra franco-prussiana, instaurando-se a Terceira República. As consequências espirituais da vitória da Prússia de Bismark seriam sentidas durante a Primeira Guerra Mundial, conforme assevera o mentor espiritual.

Já estamos no século XIX, século do advento do Espiritismo. No próximo post, vamos falar um pouquinho sobre como estavam as mentes daquele tempo e como se deu o início da Doutrina Espírita.

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O que você pensa sobre o tema que abordamos hoje? Deixe seu comentário!

Até a próxima!

Links para as obras referidas no texto:

A Caminho da Luz:

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Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho:

Amazon – e-book, Livro físico

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