Estudando Nosso Lar nº 1 – Quem foi André Luiz?

Oi pessoal, tudo bem?

Essa postagem é a primeira de várias que se propõem a analisar o livro Nosso Lar. Eu já fiz aqui uma postagem mais simples com os pontos principais da obra, porque vale a pena ler e algumas diferenças entre o filme e o livro, mas agora vamos nos aprofundar nessa primeira obra da série espetacular “A Vida no Mundo Espiritual”.

Adquira Nosso Lar

Essa ideia surgiu a partir de um grupo de estudos novo no Centro que eu frequento, a Casa Espírita Anita Borela de Oliveira, na cidade de Londrina (PR). Esse grupo irá estudar a série desenvolvida por André Luiz com bastante calma, sempre no último sábado de cada mês, às 17h30. Se você for da cidade ou região, ou estiver passando por aqui no último sábado do mês, está convidad@ a estudar conosco.

Antes de iniciar, quero salientar que algumas coisas que estão escritas aqui são parte do que conversamos em nossas reuniões, mas sempre com um viés parcial, já que, como ser humano em construção na experiência terrena, é natural que em uma postagem eu acabe colocando muito de minhas opiniões pessoais. Por isso que tentarei dar o máximo de informações e colocarei alguns links para quem quiser saber mais, assim vocês poderão investigar os fatos com mais autonomia, sem ficar apenas com minha opinião.

Além disso, caso você queira adquirir um exemplar para acompanhar os estudos, poderá fazê-lo pelos links da Amazon ou da Livraria Travessa, ajudando, assim, o blog a crescer!

Dito isso, vamos ao texto!

Nesta postagem, ficarei apenas com as mensagens iniciais de Emmanuel e de André Luiz e a velha polêmica de quem teria sido esse médico quando encarnado.

Mensagens de Emmanuel e André Luiz

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(mentor do Chico, gente fina)

Em sua mensagem de apresentação do livro, Emmanuel apresenta o autor da obra. Nesse momento, não faz menção alguma à personalidade terrena de André Luiz, pelo contrário! Emmanuel adverte que uma tentativa de identificá-lo seria inútil, indicando que alguns detalhes teriam sido modificados para preservar o anonimato de André (o que não nos impede de especular). Aliás, conta-se que quando o espírito se apresentou à Chico Xavier, este questionou por qual nome deveria chamá-lo. Então, o espírito lhe perguntou o nome daquele irmão que estaria ao lado de Chico no momento. Chico lhe respondeu que seu nome era André Luiz e o espírito informou que Chico poderia tratá-lo pelo mesmo nome.

Mas quais os motivos que levariam André Luiz a não utilizar seu nome da Terra? Alguns poderão dizer que seria pela polêmica causada pelas obras de Humberto de Campos, o Irmão X, tentando evitar um novo processo judicial contra o médium mineiro. Analisando as mensagens de Emmanuel e André Luiz, porém, imagino que os motivos tenham sido outros.

Um deles, preservar a família que teria ficado na Terra. Independente de qual personalidade tenha sido André Luiz, fato é que membros de sua família próxima ainda estariam encarnados e a revelação de seu nome terreno poderia causar-lhes transtornos, devido a repercussão que suas obras tiveram.

Outro motivo, e o meu preferido, seria a transformação do espírito André Luiz, que se viu, de repente, desprovido dos títulos e da importância social de que gozava na Terra, para se sentir apenas mais um filho de Deus, falível e em constante processo de aprendizado, nem melhor e nem pior que os demais. Esse é, aliás, um dos objetivos da série: mostrar o quanto nos enganamos diante das máscaras terrenas e da nossa vida cotidiana, quando a vida real nos reserva tantas verdades e tantos ensinamentos que nos colocam em nosso devido lugar.

A impressão que podemos ter é que a desencarnação teria sido um choque para André. Afinal, a seu tempo, ser um médico era estar no topo da sociedade, era gozar de muito reconhecimento. E considerando o estilo de escrita e os conhecimentos de medicina e ciência que André demonstra ter em suas obras, ele poderia muito bem ser um destaque dentro de sua classe social. Daí o choque tão grande com a nova realidade.

Mas quem teria sido, afinal, André Luiz?

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Eu sei que muitas pessoas não se importam ou até mesmo não gostam da discussão de quem teria sido André Luiz quando encarnado. Fala-se que o mais importante é a obra e os ensinamentos de um espírito milenar, com o que concordo plenamente. Admiro sinceramente o desapego dessas pessoas, mas, como espírito inferior que sou, me mordo de curiosidade de saber quem teria sido esse espírito.

Se você não gosta desse tipo de discussão, aconselho que aguarde as próximas postagens, quando entraremos, de fato, nas discussões do livro. Mas se você, como eu, adora um fofoca do Além, os próximos parágrafos versarão sobre três das possibilidades já comentadas até hoje e os prós e contras de cada uma delas.

Devo salientar que o que colocarei aqui trata-se de breve pesquisa pessoal e opiniões minhas, com base em alguns detalhes da biografia das personalidades e em alguns dados deixados por André Luiz em suas obras. Em absoluto tenho a intenção de bater o martelo nessa questão e afirmar que o espírito seja uma ou outra personalidade. Embora tenha minhas opiniões, devemos reconhecer que nada foi realmente confirmado até os dias de hoje e que tudo não passa de especulação. Algumas mais bem fundamentadas que outras, mas ainda especulação.

1 – Oswaldo Cruz

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Importante médico sanitarista de sua época e fundador de instituições que permanecem até o s dias de hoje, Oswaldo Cruz nasceu em São Paulo e estudou no Rio de Janeiro, tendo se formado em 1882. Faleceu na cidade de Petrópolis (RJ) em 1917, aos 44 anos, ao que consta, de insuficiência renal. A causa mortis e a cidade de falecimento são diversas daquelas apontadas no livro Nosso Lar para André Luiz, que teria desencarnado devido a câncer intestinal e na cidade do Rio de Janeiro, acima da qual se situa a colônia Nosso Lar. Apenas esses dados são inconclusivos, já que a causa mortis poderia ter sido alterada em seu atestado de óbito e ele poderia ter sido facilmente conduzido a uma colônia na então capital federal.

Oswaldo Cruz também estagiou em Paris, no Instituto Pasteur, o que explicaria o que faria sentido quando, no livro “Os Mensageiros”, André Luiz reconhece um quadro (O martírio de São Dinis) que apenas poderia ter sido visto por ele caso tivesse visitado o Museu do Louvre (Paris) em sua encarnação.

Um ponto relevante e que pode refutar a tese de que Oswaldo Cruz e André Luiz seriam a mesma pessoa é o avô que o espírito encontra no livro “No Mundo Maior”. Oswaldo Cruz não conheceu seu avô paterno, que teria sido comerciante, e tinha por avô paterno um professor. André Luiz conta que seu avô era fazendeiro, informação que dificilmente teria sido modificado, ainda mais com os detalhes e a importância que isso teria na obra citada.

Em minha opinião, portanto, André Luiz não poderia ser Oswaldo Cruz.

Para saber um pouco mais sobre Oswaldo Cruz, há várias informações na biblioteca virtual do site da Fiocruz.

2 – Carlos Chagas

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Carlos Chagas nasceu em Oliveira, pequena cidade do estado de Minas Gerais. Formou-se médico no Rio de Janeiro em 1902 e faleceu na mesma cidade, aos 55 anos, em 1934, ao que consta, de infarto do miocárdio. Apesar da causa mortis ser diferente da descrita por André Luiz em sua obra, muitas são as semelhanças entre as biografias de Carlos Chagas e de André Luiz.

O espírito narra, em Nosso Lar, que teria passado oito anos no umbral e também narra os acontecimentos do início da Segunda Guerra Mundial. Ora, a Segunda Guerra Mundial teve início em 1939. Contando 8 anos de umbral, André Luiz teria que ter desencarnado em 1931, certo? Não necessariamente. Esse é um dado que poderia ter sido facilmente alterado para despistar os curiosos de plantão.

Carlos Chagas cresceu e cresceu em fazendas da família, até o momento em que começou seus estudos em colégio jesuítico. André Luiz tinha um avô fazendeiro que patrocinou seus estudos, Carlos Chagas foi incentivado por um tio. Aqui alguns papeis poderiam ter sido trocados, o tio poderia ser retratado como avô.

Ainda falando em família, o pai de Carlos Chagas faleceu quando ele ainda era muito pequeno, e no livro, André Luiz narra episódios com seu pai quando já é moço. Seria o pai realmente ou uma figura paterna vista em um de seus tios? É uma possibilidade.

Não encontrei informações de que Carlos Chagas teria visitado de fato a França, mas consta que ganhou prêmios por lá, sendo uma possibilidade que tal viagem tenha acontecido, ainda mais para alguém da importância do médico sanitarista. Caso tal viagem tenha ocorrido, é possível que lá ele tenha tido conhecimento do quadro d’O Martírio de São Dinis.

No livro Do Outro Lado do Espelho, do médium Carlos Bacelli, há a afirmação categórica de que André Luiz foi Carlos Chagas, contando com uma suposta confirmação do médium mineiro Chico Xavier. Também há rumores de que Waldo Vieira tenha confirmado a afirmação, embora eu não tenha encontrado nada concreto sobre isso.

Não acredito, porém, que Chico Xavier tenha confirmado a quem quer que seja a identidade de André Luiz, dada a sua conduta sempre exemplar em sua experiência terrena. Além do mais, André Luiz teria que ter habitado muitos corpos simultaneamente se formos acreditar em todos aqueles que dizem ter suas teorias confirmadas pelo médium, já que quase todos assim afirmam.

De qualquer forma, para mim, há uma forte possibilidade de que Carlos Chagas seja a personalidade vivida por André Luiz na última encarnação.

3 – Faustino Esposel

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Faustino Esposel nasceu no Rio de Janeiro em 1888 e faleceu na mesma cidade em 1931, aos 43 anos, vítima de uremia, ao que consta em seu atestado de óbito.

O jornalista Luciano dos Anjos (1933-2014) diz ter feito uma extensa pesquisa, inclusive com a família de Faustino Esposel, e afirmou categoricamente que esta seria a verdadeira personalidade de André Luiz quando encarnado. Sua pesquisa é bastante convincente, embora existam alguns pontos obscuros. Deixo aqui um link para quem quiser saber mais.

Para iniciar, as datas batem perfeitamente: Faustino Esposel faleceu em 1931. Até o ano de 1939, quando eclodiu a Segunda Guerra Mundial, 8 anos, o que corresponde ao tempo de umbral descrito no livro Nosso Lar. Esposel teria, em verdade, falecido em decorrência de câncer intestinal, o que teria sido retirado de seu atestado de óbito a pedido da família (segundo o que afirma Luciano dos Anjos). André Luiz, de acordo com o que descreve em seu primeiro livro, falecera de câncer intestinal.

Esposel teria visitado a França, comprovadamente, quando poderia ter tido contato com a obra narrada no livro Os Mensageiros, O Martírio de São Dinis. Faustino Esposel teria clinicado por 15 anos antes de se tornar professor de medicina, um dos mais brilhantes, segundo a pesquisa de Luciano dos Anjos, e teria atendido muitas pessoas de graça nesse tempo.

Esposel era neurologista, o que faz muito sentido ao ser comparado com André Luiz, que muitas vezes demonstra um conhecimento maior na área de neurologia, principalmente em suas obras que tratam mais detalhadamente de mediunidade: Nos Domínios da Mediunidade e Mecanismos da Mediunidade, onde também demonstra um grande conhecimento de Física, em especial para a época em que viveu.

Um detalhe muito interessante é a descrição que Luciano dos Anjos faz do avô de Esposel, que também teria sido fazendeiro e que seria conhecido pela alcunha de José M. (sendo que o M, na verdade, seria uma palavra não muito educada para designar alguém), enquanto o avô de André Luiz é identificado como Cláudio M. Além disso, a descrição que o jornalista faz da personalidade do avô de Esposel é extremamente semelhante com o que encontramos no avô de André Luiz na obra No Mundo Maior.

Até agora só foram contados os prós… vamos aos contras?

André Luiz demonstra não ter sido muito afeito a religiosidade quando encarnado. Esposel era católico e consagrado mariano, tendo sido militante quando jovem. E o mais importante, na minha opinião: Esposel não deixou filhos!

Para quem já leu o livro Nosso Lar, percebe que um dos pilares da obra é a saudade da família e a ansiedade de André por ter notícias daqueles que ficaram na Terra. É, inclusive, um momento bastante emocionante da narrativa, em que percebe-se o avanço moral do espírito desde o momento do desencarne até a visita à família. Como é possível que André Luiz visite uma família que não teria possuído enquanto encarnado? Há duas respostas usualmente dadas para esse questionamento: André teria visitado uma família que lhe era próxima quando encarnado ou ele está narrando um fato de outra vida, uma família que ele deixou quando desencarnou antes de ter se reencarnado como André Luiz. Para mim, soa bastante fantasiosas ambas as explicações, em especial a última.

Parece-me estranho que André Luiz não tenha modificado a quantidade de anos que passou no umbral, mas tenha quase inventado toda uma família na Terra, sendo este um dos pilares da obra.

Claro que esses dois questionamentos que eu apontei são respondidos por Luciano dos Anjos, mas eu não tive boa impressão dele, já que ele parece, em alguns momentos, jogar com os fatos da forma como lhe convém. Posso estar enganada, mas me pareceu um pouco arrogante a forma como ele trata as críticas também, o que, em opinião pessoal, tira um pouco da credibilidade de quem fala.

Outro ponto contra é um livro de autoria de Luciano dos Anjos (O Verdadeiro André Luiz) que nunca foi publicado, até onde sei. E ainda tem o detalhe de ele também ter afirmado que Chico Xavier lhe confirmou as suspeitas. Ainda assim, devo admitir que a tese de ser André Luiz e Faustino Esposel a mesma individualidade é bastante intrigante!

Embora eu já tenho dito isso no início da discussão, acho bom reafirmar que o que foi escrito aqui é de minha responsabilidade, baseado no pouco que consegui de informações e também em convicções pessoais. Em momento algum quero estabelecer verdades ou desmerecer a pesquisa e a opinião de outras pessoas.

Adquira Nosso Lar

Para quem quer saber mais, super recomendo o estudo promovido pelo André Luiz Ruiz: O Espírito da Letra. Nesse estudo, André Luiz Ruiz lê e comenta cada trecho da obra. Muito bom para quem quer mais informações e não participa de um grupo de estudos, ou mesmo para quem participa, mas sempre quer saber mais!

E você, o que acha disso tudo? Muita loucura? Algo fez sentido? Tem informações que acrescentem ou contraponham algo do que foi discutido? Mande um comentário, quero muito saber sua opinião!

Até a próxima!

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