Estudando Nosso Lar nº 2 – A chegada ao mundo espiritual

Oi pessoal, tudo bem com vocês?

Hoje teremos a segunda parte do nosso estudo da obra Nosso Lar, a primeira da série A Vida no Mundo Espiritual, de André Luiz. Já temos duas postagens sobre o livro, uma mais resumida, que se propõe apenas à divulgação, e a primeira parte de nossos estudos. Essa proposta surgiu a partir de um grupo de estudos das obras de André Luiz, que acontece na Casa Espírita Anita Borela de Oliveira (Londrina-PR), às 17h30, no último sábado de cada mês (exceção feita em novembro deste ano, que será no dia 10 por conta de evento previamente agendado para o último sábado do mês).

Adquira Nosso Lar

Nessa postagem, iremos abordar os três primeiros capítulos da obra. Para compor o texto, utilizo as impressões discutidas no grupo, os vídeos produzidos por André Luiz Ruiz e, claro, o próprio livro Nosso Lar, assim como os livros Cidade no Além e Imagens do Além.

Você pode adquirir esses livros na Amazon, através dos links:

André Luiz começa descrevendo um pouco de sua nova situação no mundo espiritual. Percebe-se em um lugar tenebroso, rodeado por criaturas que ele descreve como diabólicas, algumas vozes que lhe acusam de suicídio. André sabia-se lúcido e reconhecia não mais pertencer ao mundo dos encarnados. Ainda assim, sentia as necessidades de uma pessoa “viva”, via os cabelos, a barba e as unhas crescerem, a fome, a sede e a dor o perseguiam, embora nunca sucumbisse diante de tais sensações, como aconteceria a alguém ainda de posso do corpo físico. Descreve uma paisagem com luz esbranquiçada, como se a neblina formasse uma espécie de mortalha, e essa comparação é muito interessante, já que a mortalha é o tecido usualmente branco utilizado para cobrir e enrolar os cadáveres ao caminho do sepulcro. André nos conta que, de vez em quando, se deparava com uma espécie de grama, de aspecto agreste, às quais lhe serviam de refeição, assim como os filetes de água e, por vezes, lama, lhe serviam como tentativa de aplacar a sede.

André fala-nos um pouco de conceitos religiosos. Inicialmente, compara as cenas que vê com os ensinos teológicos mais comuns na Terra, em especial no Brasil, como a descrição de inferno com o fogo eterno e a presença do diabo. Sem dúvida estava em região de sofrimento, mas o cenário lhe parecia diverso daquele que costumara ouvir na Terra. Sabemos hoje, dentro da Doutrina Espírita, que a região de trevas e sofrimento se deve, em essência, à situação mental e moral daqueles que habitam o espaço. Sendo assim, como disse um amigo em nossas reuniões, tirando-se as pessoas em sofrimento das regiões umbralinas, a paisagem seria maravilhosa. Portanto, todo aquele cenário de decadência aparente seria uma projeção das consciências habitando a região.

O amigo espiritual narra, então, suas impressões, enquanto encarnado, da religião. Receberá orientação religiosa de sua mãe quando criança, mas tratará a religião como simples ritos, em um sacerdócio organizado, algo exterior. Não vivera com espiritualidade, nunca ligara muito para isso. Neste momento, André deixa a mensagem aos leitores sobre a necessidade de procurar a espiritualidade enquanto ainda estamos encarnados, a fim de nos prepararmos para a vida espiritual, que é de onde viemos e para onde voltaremos um dia, para que retornemos nas melhores condições que nos sejam possíveis.

Descreve-se o amigo como “filho de pais excessivamente generosos”, contando que teve muitas facilidades e uma situação muito confortável em vida. Aqui cabe o questionamento: o que estamos fazendo de nossas crianças? Estaremos educando-as para a vida e para serem pessoas boas? Ou estaremos com tanto medo de que elas passem por situações difíceis que acabamos por privá-las dos sofrimentos e frustrações que fazem parte do crescimento pessoal e as prepararão para as adversidades da vida? Estaremos criando pessoas fortes ou frágeis?

Quando André não aguentava mais a situação, quando já se encontrava prostrado ao chão, com o rosto colado à lama, lembra-se de sua mãe e da religiosidade que ela procurara insuflar-lhe e ora. Durante horas, ele permanece em preces, naquela posição humilde de um necessitado. Ele, que fora médico conceituado, prestigiado na sociedade, agora estava ali, colado ao chão, implorando pela ajuda divina. É então que Clarêncio (que conheceremos melhor mais para frente) aparece. Mas André descreve que a neblina como que se dissipou e a figura apareceu, ou seja, Clarêncio já estava lá, apenas André não era capaz de percebê-lo. Dois auxiliares que estavam com o emissário colocam André em uma maca e o levam para a colônia Nosso Lar.

https://image.slidesharecdn.com/estudandoandrluiz-nossolarcap-150920013029-lva1-app6891/95/estudando-andr-luiz-nosso-lar-cap-01-a-23-18-638.jpg?cb=1442713416

(localização da colônia Nosso Lar em termos de “esferas” espirituais)

Na entrada de Nosso Lar, o autor descreve um muro alto, “coberto de trepadeiras floridas e graciosas”, que Clarêncio tateou até que se formasse uma passagem, por onde entraram na colônia. Não se fala em uma subida, o que nos leva a crer que a colônia está na mesma região onde André Luiz se encontrava antes, estando de acordo, também, com a descrição de outras instituições de socorro espiritual, presentes em outras obras da mesma série. André percebe uma luminosidade intensa, quando pergunta a um dos auxiliares que o levava que estrela seria aquela. A resposta veio surpreendente: aquele era o mesmo sol que vemos no plano dos encarnados, a percepção é que é mais intensa fora do corpo denso de carne.

André é confortavelmente instalado em um recinto próprio para recuperação, servem-lhe um caldo reconfortante (que, confesso, me deixou com vontade!) e, no momento do crepúsculo, percebe uma musicalidade e que os trabalhadores estão se afastando para acompanhar uma prece. É então que solicita aos novos amigos que possa acompanhar o momento da oração, ao que é atendido. André descreve uma tela de “processos adiantados de televisão” (seria um data show?) onde é mostrada a imagem de um ancião rodeado por 72 figuras (falaremos, em outra ocasião, sobre esse número de pessoas) dirigindo o momento de prece. O amigo descreve para nós, leitores, que se formou um coração azul com estrias douradas próximo a essas figuras da tela, e que, após a prece, uma chuva de flores azuis se fez presente no ambiente, trazendo uma sensação de conforto a André.

oração

(Imagem retirada do livro Imagem do Além)

Aqui vai uma ideia da minha cabecinha doida: não sei se vocês sabem, mas o crepúsculo, que acontece por volta das 18h no Brasil (depende da região e da época do ano), é conhecido como o momento do Angelus na Igreja Católica, quando, antigamente, o sino tocava e se fazem preces a Maria, mãe de Jesus. Na literatura espírita, temos o livro Memórias de um Suicida, de autoria de Yvonne Pereira (médium) e Camilo Cândido Botelho (espírito), onde é contado que Maria cuida dos espíritos que sucumbiram pelo suicídio, e que, no plano espiritual, na hora do Angelus, os espíritos se reúnem para fazer preces a ela, pedindo em favor desses irmãos. Pergunto-me se essa prece presenciada por André não faria parte da hora do Angelus, lembrando que ele também entrara no mundo espiritual como suicida, ainda que indireto. Azul é a cor atribuída a Maria, poderia ser um coração azul representando o amor dela por nós.

Por hoje é isso, mas antes de me despedir, gostaria de dar mais uma informação, retirada dos livros Cidade no Além (Chico Xavier e Heigorina Cunha – médiuns – André Luiz e Lucius – espíritos) e Imagens do Além (Heigorina Cunha – médium – e Lucius – espírito). A colônia Nosso Lar fica localizada no estado do Rio de Janeiro, entre as cidades do Rio de Janeiro e Campos/Itaperuna. Não é uma definição muito exata e não conseguimos apontar com precisão onde estaria a colônia, mas, ainda assim, circulei no mapa a região em que Nosso Lar se encontra.

Localização Nosso Lar

O que você tem a dizer sobre esse pedaço do livro? E das teorias acabamos trazendo? Qual a sua análise da situação? Deixe seu comentário, é muito importante para nós!

Adquira Nosso Lar

Boas leituras e até a próxima!

Um comentário em “Estudando Nosso Lar nº 2 – A chegada ao mundo espiritual

Adicione o seu

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: