Estudando Nosso Lar nº 3 – Conduta Espiritual

Oi pessoal, tudo bem com vocês? Prontos para explorarem mais um pouco da primeira obra do nosso Repórter do Além? Hoje vamos abordar os capítulos 4, 5 e 6 do livro Nosso Lar, primeiro livro da série A Vida no Mundo Espiritual. Para quem ainda não viu, temos a resenha da obra como um todo (link aqui), a primeira parte do estudo (link aqui) e a segunda parte também (link aqui). Se você quiser adquirir um exemplar, pode encontrá-lo na Amazon ou na Livraria da Travessa.

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No capítulo 4, André Luiz fala sobre a saudade que está do seu lar, imaginando o que terá acontecido com sua família, fato que se repete, ainda que de outras maneiras, em outros trechos do livro. O autor espiritual nos conta que não conseguia se levantar por conta própria, percebendo que necessita agora da ajuda magnética dos irmãos trabalhadores da colônia para agir com mais liberdade de movimentos. A ferida na região intestinal ainda incomoda, embora já esteja melhor, devido ao auxílio recebido na instituição em que foi acolhido.

Entra no recinto o médico Henrique de Luna, acompanhado por Clarêncio. Ao examinar André, informa como é lamentável que ele tenha adentrado o mundo espiritual pelo suicídio. O ex-médico reage prontamente, já que não entendia tal afirmação, pois teria lutado contra a doença nos últimos dias de experiência corpórea. É então que todos sofremos um choque: não são suicidas apenas os que tiram suas vidas de forma direta e intencional, mas também todos que desencarnamos por consequências de atos impensados nossos, incluindo o mau uso e conservação do corpo carnal. No capítulo seguinte, Lísias, o novo companheiro de André, informa-nos sobre quantos desencarnam nessa condição, mais da metade dos irmãos recém-chegados de que ele cuida. Isso mostra o quanto é comum essa condição de suicida indireto, ou suicida inconsciente, fazendo-nos pensar sobre nossas próprias condutas. O cigarro que supostamente relaxa, a comida em excesso, a bebida alcoólica, a despreocupação com a saúde física e mental, o sexo desregrado e descompromissado… várias atitudes comuns na sociedade, que muitas vezes são tidas como sinônimo de liberdade, mas que prendem nossos espíritos em complicações no além-túmulo, ou mesmo durante a vida material, em muitos casos.

André Luiz recebe a notícia de que sua conduta mental foi fortemente responsável pelo seu desencarne, já que se tivesse mantido a calma, se tivesse procurado os bons hábitos, se não tivesse deixado a cólera tomar conta de si em certas ocasiões, a espiritualidade amiga teria encontrado meios de agir em seu favor, prolongando-lhe a vida e diminuindo o desconforto orgânico. Quantos de nós também não fechamos as portas para os amigos espirituais através de nosso meio de agir, quantos problemas teremos agravado sem necessidade! A própria psicologia nos mostra, sem necessariamente tocar no assunto de espiritualidade, o quanto a mente educada pode agir em favor do corpo, e ainda assim, teimamos.

O capítulo 5 funciona como uma continuação quase direta dos acontecimentos do capítulo anterior. Além dos informes sobre a quantidade de suicídios indiretos que ocorrem regularmente, Lísias nos ajuda a refletir na importância da reforma íntima, do cuidado e da administração dos dons recebidos por Deus. Interessante salientar que não se fala de dons como costumamos pensar aqui na Terra, aqueles talentos que se destacam, o desenho magnífico, a fala cativante ou a facilidade para os cálculos. Trata-se dos dons simples e que muitas vezes não damos a devida importância: o dom de falar, o dom de ouvir, o dom de ver. Lísias conta que muitos que fizeram mal uso da visão, por exemplo, adentram o mundo espiritual com as órbitas vazias. Aí você pode se perguntar: seria uma punição de Deus? Não exatamente. O espírito, ao se deparar com a nova realidade e tomar consciência de seus atos errados, sente-se culpado, e muitas vezes essa culpa acaba por alterar fisicamente sua condição, ação que costumamos definir como “plasmar”. Temos a tendência de atribuir o que consideramos mal ou punição como ações divinas e nos esquecemos que somos nós quem, de alguma forma, criamos aquelas realidades para nós mesmos.

No capítulo seguinte, de número 6, temos a visita de Clarêncio a André, em um caso curioso mas significativo. O trabalhador espiritual pergunta ao recém-chegado como ele se sentia. André, sentindo que teria ali ouvidos para receber-lhe o desabafo, inicia uma longa queixa, dizendo-se mal, com saudade e preocupado com a família, aflito, ansioso, entre outros sentimentos do mesmo porte. Clarêncio, então, chama-lhe a atenção para a reclamação vazia e excessiva, dizendo-lhe que se quiser realmente melhorar, terá que mudar seu comportamento mental. Aqui descobrimos uma enfermidade da mente: o vício de reclamar. É claro que existem situações em que necessitamos desabafar, em que precisamos de um ombro amigo, mas trata-se, aqui, do reclamar por reclamar, ou como o próprio André Luiz narra, pelo prazer de sentir-se ouvido, pelo prazer de perceber que alguém nos dá atenção porque estamos reclamando. É preciso cuidado para que não tornemos nossas dores maiores do que são e tenhamos o discernimento para perceber até que ponto nossas queixas são com o intuito de aliviar-nos ou buscar ajuda e quando começa a ser um show para plateia cativa.

Se fosse para resumir os três capítulos sob um tema, diria que trata-se da saúde espiritual, em como cuidarmos de nós mesmos. Iniciamos o estudo com mais detalhes acerca do suicídio indireto, de como frequentemente minamos nossa saúde sem necessidade, damos continuidade com a importância da reforma íntima para a melhora espiritual e finalizamos com uma cena até engraçada, mas de grande significado, trazendo um alerta sobre o vício da reclamação.

Busquemos refletir acerca de nossas atitudes diárias, o que estamos fazendo para ajudar os amigos espirituais a nos ajudarem, o que estamos fazendo que acabamos por atrapalha-los e, principalmente, o que estamos fazendo conosco!

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Boas leituras!

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