Perturbações Espirituais

Oi gente, tudo bem com vocês?

Hoje estou aqui para falar sobre uma obra incrível, atual e bastante significativa da Doutrina Espírita: Perturbações Espirituais, do médium Divaldo Pereira Franco, pelo espírito Manoel Philomeno de Miranda, editado pela Leal, lançado em 2015 e contando com 248 páginas. (Você pode adquirir seu exemplar pelo link: Amazon). Leitura obrigatória para todos os trabalhadores espíritas, desde a pessoa que dá o “bom dia” no portão, até os dirigentes das instituições espíritas!

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O livro, de certa forma, faz parte da série iniciada com o título Transição Planetária, seguido pelo Amanhecer de Uma Nova Era, que trata dos diversos acontecimentos que nosso planeta vem enfrentando por conta da transformação de mundo de expiações e provas para mundo de regeneração. O primeiro livro versa sobre catástrofes naturais e antrópicas e resgates coletivos, o segundo trata mais da encarnação de espíritos com a missão de auxiliar o planeta na transição. (Você pode adquirir os livros na Amazon, pelos links: Transição Planetária, Amanhecer de Uma Nova Era)

O terceiro livro inicia com a descrição de uma reunião no plano espiritual, em que é abordado o ataque que muitas instituições voltadas ao bem, em especial, casas espíritas, e são convocados os trabalhadores espirituais para acudir esses lugares e preservar os trabalhos em andamento. A reunião é conduzida por uma veneranda trabalhadora, descrita como tendo grande elevação, tendo vivido ao tempo de Francisco de Assis. O autor espiritual não informa quem seria este espírito, mas deixa a impressão de tratar-se de Joanna de Ângelis, mentora de Divaldo Franco e que teria sido a própria Clara de Assis (você pode ler mais a respeito na resenha: Joanna e Jesus).

Referiu-se o irmão Ovídio que se tratava de servidora cristã, desde há muitos séculos, mas que durante a existência do Santo de Assis sacrificara-se na Ordem das clarissas, a fim de manter a pulcritude dos seus ensinamentos, preservando os votos de caridade, de pobreza, de humildade, de entrega total a Jesus e de virgindade…

O autor espiritual deixa claro também a participação ativa de muitos membros das ordens franciscanas e das clarissas, indicando o olhar atento e amoroso do próprio Francisco de Assis. Mas quem lidera diretamente o pequeno grupo de trabalhadores do qual Manoel Philomeno faz parte é Bezerra de Menezes, o médico dos pobres, conferindo grande seriedade ao trabalho a ser desenvolvido.

O grupo parte para os seus afazeres na crosta, envolvendo-se em complicadas tramas, onde espírito persistentes no mal tentam infiltrar-se nas instituições do bem através das imperfeições de seus membros, ameaçando as bases e a credulidade dos trabalhos em andamento e dos grupos encarnados.

A maioria dos espíritos infiltrados nas instituições apresentam-se como judeus ou islâmicos, afirmando querer destruir a farsa cristã nos centros espíritas. Trata-se, em sua maioria, de espíritos que foram perseguidos, maltratados e mortos em nome de Jesus, quando dos nossos erros da Idade Média, com as Cruzadas e a Inquisição, associando essas atrocidades ao Mestre, assim como, atualmente, muitos associam erroneamente a religião islâmica ao terror, por conta de interpretações equivocadas de alguns religiosos que acabam cometendo atos terríveis em nome de sua fé.

Mas por que o ataque à casa espírita? Por que não se fala em outras religiões cristãs?

É muito provável que outras instituições religiosas sejam atacadas também, mas elas são mais antigas e se encontram mais consolidadas. No início da Igreja Católica, por exemplo, conseguimos perceber a infiltração das Trevas durante a Idade Média. Do protestantismo, a História mostra diversas disputas e perseguições. O Espiritismo tem apenas 161 anos, é ainda muito jovem e pouco aceito socialmente, além de ter a proposta de reviver o cristianismo primitivo, ou seja, mais próximo do que os primeiros cristãos viveram. Assim, torna-se um alvo mais interessante para as Trevas, que tenta colocar a nova doutrina em descrédito, através de escândalos e desavenças entre seus seguidores.

A infiltração das Trevas se dá através das próprias imperfeições humanas, daqueles defeitos que insistimos em ignorar. Não podemos nos esquecer que a casa espírita é uma instituição humana, e como tal, está sujeita às características dos encarnados que a constituem, encarnados em evolução, não perfeitos. Pela invigilância de nós mesmos, acabamos dando brechas para que espíritos mal intencionados se aproveitem de nossas imperfeições, causando as disputas de ego, tão comuns nas instituições espíritas. É importante ressaltar que, na maioria dos casos, essas pessoas não estão com a intenção de destruir os trabalhos da casa ou agir contra seus membros. Muitas vezes é por puro equívoco, pelo orgulho de querer saber mais, de ser o melhor para a casa, pela vaidade de ter suas ideias reconhecidas e ser a pessoa que tornou a casa um lugar mais interessante. Como disse Jesus a Pedro: “o homem no mundo é mais frágil que perverso” (livro Boa Nova). Às vezes acontece, por exemplo, do problema não estar diretamente relacionado a condução da casa, mas às atitudes fora dela. Muitas pessoas exercem cargos dentro de instituições espíritas, dão palestras, participam de campanhas e trabalhos voluntários, mas, ao passar pela porta da casa espírita, volta a ter uma conduta que não condiz com os preceitos doutrinários.

Não estamos aqui dizendo que precisamos ser perfeitos, isso seria hipocrisia. Mas precisamos nos esforçar para sermos melhores em todos os momentos de nossas vidas. Por isso a importância da reforma íntima e a vigilância de nossas atitudes!

Você pode estar se perguntando: mas e a proteção divina para essas instituições? O trabalho da espiritualidade superior é muito maior do que conseguimos conceber. É claro que eles nos alertam constantemente, puxam as nossas orelhas, mas nós ainda temos livre-arbítrio. Os espíritos superiores vão fazer tudo o que tiver ao alcance deles, como é exemplificado nesse livro, para que os trabalhos no bem não se percam. Mas, se não estivermos dispostos a colaborar e uma casa espírita fechar, haverá outras casas onde a espiritualidade poderá dar continuidade aos trabalhos. Se olharmos para a história da Humanidade, veremos que Deus não tem pressa. Ele espera que cometamos nossos equívocos e aprendamos com eles, sem uma interferência que viole nosso livre-arbítrio, colocando nossos destinos em nossas próprias mãos.

Assim, entendo o objetivo do livro como um grande alerta a nós, trabalhadores da seara espírita, para que estejamos alertas e persistamos no bem e na reforma íntima, que não é fácil (se fosse, seríamos todos anjinhos e não estaríamos por aqui), mas é necessário que comecemos de alguma forma.

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Boas leituras!

2 comentários em “Perturbações Espirituais

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