Obreiros da Vida Eterna

Oi pessoal! Hoje vamos falar de mais uma obra da série A Vida no Mundo Espiritual, de André Luiz, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier. Seguindo a sequência dos livros, vamos abordar Obreiros da Vida Eterna, editado pela FEB, com sua primeira edição em 1946. A edição atual (35ª) conta com 327 páginas. (Você pode adquirir seu exemplar pelo link: Amazon ou Livraria da Travessa)

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Nessa obra, André Luiz acompanha um grupo de trabalhadores espirituais na tarefa de assistir o desencarne dos Obreiros, indivíduos encarnados que possuem méritos pelo tempo dedicado ao serviço no bem. Antes de atingirem a Crosta, a equipe espiritual para nos umbrais mais pesados e se estabelece na Casa Transitória Fabiano de Cristo, instituição dedicada ao auxílio dos irmãos sofredores daquelas regiões e também à hospedagem de trabalhadores em serviço na Crosta. A casa é transitória pois, de tempos em tempos, é necessário que ela mude de lugar, devido à passagem de um “fogo purificador”, como é chamado no livro, um fluxo energético que atravessa as regiões dos umbrais pesados para dissipar as energias negativas acumuladas pelas mentes sofredoras e persistentes no mal. Segundo a descrição do livro, esse fluxo se assemelha a raios, fazendo parecer que queima as energias deletérias por onde passa, daí a analogia com o fogo.

Durante a passagem pela Casa Transitória, André tem contato com um caso de um padre que permanece nas regiões de sombras. Esse irmão encontra-se revoltado por estar nessa situação de sofrimento, pois, segundo diz, lhe haviam prometido o Céu ao ser ordenado, quando na experiência física. Acreditando-se salvo através da batina, cometera muitos erros e acabou envenenado por um homem que se acreditava traído em sua dignidade. Assim foi que encontrou-se no umbral, após o desencarne. Neste momento, entra em ação outro padre, dedicado ao esclarecimento das almas que se dedicaram à religião católica. É interessante notar a dualidade neste ponto da obra, mostrando que não é a crença que fará diferença nos destinos dos homens após a morte, mas sim sua conduta enquanto encarnados. Quantos de nós não julgamos os irmãos de caminhada pelas suas crenças? Estaremos nos conduzindo melhor do que eles para poder julgá-los? Onde nos encontraremos após a morte?

Ainda na Casa Transitória, acontece um fato interessante: uma psicofonia entre os espíritos. Até então, eu imaginava que a manifestação mediúnica era possível apenas com espíritos desencarnados passando suas impressões pelo médium encarnado. Porém, agora percebemos possível o intercâmbio por vias mediúnicas entre espíritos desencarnados que vibram em faixas muito diferentes entre si. Através dessa comunicação são dadas algumas instruções ao grupo de trabalhadores.

Seguindo para a Crosta, André Luiz acompanha o caso de 5 desencarnantes. O processo de desencarne é bastante demorado, necessitando o acompanhamento contínuo dos amigos espirituais. A partir das narrativas, notamos que cada desencarne é diferente, cada um tem suas peculiaridades.

Um dos casos é de um senhor que acaba recebendo uma injeção letal para acelerar a sua morte, apesar do esforço dos amigos espirituais para dissuadir o médico dessa ideia. Um valoroso ensinamento, mostrando que cada segundo de vida é importante. Como já comentado, o desligamento é um processo demorado e delicado. Neste caso, os trabalhadores são obrigados a desligar o desencarnante com urgência, já que o organismo já começa a sentir os efeitos da morte física, trazendo sofrimento ao espírito. Isso faz-nos lembrar das discussões acerca da eutanásia, legalizada em alguns países, e do tamanho engano da humanidade em acreditar, ingenuamente, que assim estará aliviando o sofrimento dos entes queridos.

Outro caso é de um trabalhador que possui lar equilibrado, com a família voltada ao bem. O irmão percebe que o momento de seu desencarne se aproxima e pede à família que faça o Evangelho no Lar ao lado de seu leito. Neste momento, a equipe espiritual aproveita as emanações de amor e harmonia para trabalhar no organismo do desencarnante, realizando o desenlace algumas horas depois.

Em outro ambiente, encontra-se outro irmão hospitalizado, cuja família está muito apegada a sua presença física, desejando a melhora do doente a qualquer custo. Os amigos espirituais trabalham, então, no organismo do doente para que apresente melhoras, acalmando a família. Assim, a esposa e os demais parentes vão para casa descansar, aliviados pela aparente melhora, quando os amigos espirituais conseguem, finalmente, iniciar o processo de desligamento do espírito. É muito comum a “melhora da morte”, quando após um período de crise o doente apresenta melhoras significativas, fazendo com que todos acreditem em sua recuperação definitiva. Pouco depois, o doente falece. Às vezes a espiritualidade necessita acalmar os corações daqueles que velam pelos enfermos, pois o desejo de reter o familiar conosco, fruto do nosso egoísmo inocente, dificulta o trabalho da espiritualidade em realizar o processo da desencarnação. Muitas vezes temos dificuldade em aceitar que a desencarnação é um processo necessário, parte da própria vida. Não sabemos lidar com a ausência daqueles que amamos e, ingenuamente, queremos retê-los, acreditando que isso seja o melhor. Porém, devemos nos lembrar que Deus é sábio e confiar em Seus desígnios. Afinal, a morte é apenas uma viagem, e um dia nos encontraremos todos em outra estação.

Houve um caso interessante de uma trabalhadora que tinha tantos méritos e tamanha evolução espiritual que ela mesma trabalhou no próprio desencarne, desligando seu corpo de seu espírito, fio a fio. O desligamento, como já mencionado algumas vezes, é um processo. Portanto, não se dá em um momento único, de súbito. Conta-nos André que os laços que unem perispírito e corpo são desatados um a um, iniciando pelos pés, percorrendo o corpo todo e finalizando na cabeça. Esse processo também é narrado, da perspectiva do desencarnante, no livro Voltei, também de Francisco Cândido Xavier, mas pelo espírito Irmão Jacó (você pode adquirir seu exemplar pelo link: Voltei). Interessante notar a concordância com a medicina terrestre, que considera a morte do corpo a partir da inatividade cerebral.

O último caso relatado no livro é o de um não-desencarne. Trata-se de uma trabalhadora que estava para desencarnar, mas que recebeu uma moratória, período extra de vida na Terra, por conta do processo de reencarnação de uma neta que poderia ser afetado pelo seu desencarne.

Além da narrativa das mortes, André descreve outras cenas que nos servem de lição. Uma delas é o nosso comportamento em velórios, perante aqueles que partiram e seus familiares. Conta-se das conversas sem propósito, das fofocas, e de como isso influencia no desligamento do espírito em relação à matéria, pois, apesar de não mais estar ligado ao corpo, o espírito permanece em processo de adaptação ao mundo espiritual. Precisamos nos recordar que tudo o que dizemos, pensamos, a maneira como agimos gera fluidos que interagem com o meio em que estamos, podendo auxiliar ou atrapalhar os processos de desencarne, no caso em questão.

Depois do velório, o cemitério. As cenas narradas por André Luiz são aterradoras! Espíritos ainda nas sombras vampirizam aqueles espíritos que desencarnaram sem o preparo necessário para encarar a vida além-túmulo. Viveram de tal forma que não lhes foi possível o amparo espiritual no momento do desencarne, devido à faixa vibratória em que se encontravam, e aqueles últimos fluidos vitais, presentes no organismo de todos os recém-desencarnados, são sugados pelos irmão menos felizes que persistem em fugir do bem. É claro que eles não estão desamparados, pois nenhum ser na Criação permanece desamparado! Equipes especializadas no trabalho em cemitérios ficam à postos, esperando o momento oportuno para agir em favor dos irmãos subjugados ao sofrimento.

Voltando aos momentos finais da vida corpórea, André Luiz nos alerta, através da narrativa, sobre os assuntos que deixamos pendentes. Aquele remorso, aquela pessoa a quem fizemos algum mal, aquela situação não resolvida podem atrapalhar o momento do desencarne. O ideal é que resolvamos esses assuntos enquanto nos sobra vitalidade. Porém, no caso de não ser possível a reparação em vida, que não nos fixemos nesses assuntos no momento do desencarne, pois estes também podem dificultar o desenlace.

Por fim, a mensagem que fica desta obra, a meu ver, é: bem viver para bem morrer! Que possamos levar nossas vidas da melhor maneira possível, viver com alegria, respeitar o próximo, fazer o bem quando tivermos a oportunidade, tentar ser melhor a cada dia. Não nos tornaremos perfeitos em uma encarnação, cometeremos erros, mas que nosso esforço e nossa vontade sejam maiores e sigamos em frente!

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Boas leituras!

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