O Fantasma de Canterville

Estamos no mês das bruxas e do sobrenatural. E nada melhor do que um conto de fantasma para nos entreter em uma tarde de outubro. A resenha de hoje é sobre a obra de um dos autores mais aclamados da literatura britânica, Oscar Wilde, O Fantasma de Canterville, com diversas edições e tendo passado por diversas editoras, conquistando muitos corações. (Adquirindo seu exemplar pelo nosso link na Amazon ou na Livraria da Travessa, você ajuda nosso blog a crescer!)

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A família Otis se muda dos Estados Unidos para a Inglaterra, no final do século XIX, e compra a propriedade de Casterville. Embora os diversos avisos de que o lugar fosse assombrado por um fantasma, Mr. Otis afirma que sua família não acredita em tais coisas como o sobrenatural, pois são americanos e, portanto, modernos. Logo que adentram a residência, fenômenos estranhos começam a acontecer, mas a praticidade da família busca a tudo resolver com suas engenhocas americanas. O fantasma tenta assustar os novos moradores das mais diversas maneiras, aparecendo de formas terríveis, mas não obtém sucesso, passando a ser ele próprio atormentado pelos gêmeos, os filhos mais novos do casal Otis. Humilhado e depressivo, o fantasma de Sir Simon de Canterville finalmente encontra um ombro amigo em Virgínia, a irmã do meio, que lhe escuta as angústias e a história trágica, levando ao desfecho inesperado.

Essa foi a primeira história publicada por Oscar Wilde e isso se deu em duas partes no The Court and Society Review, em 23 de fevereiro e 2 de março de 1887. É um conto onde o autor mistura a comédia com o macabro, inserindo em sua narrativa elementos tradicionais das histórias britânicas de fantasmas. Como sempre, Oscar Wilde aproveita seus textos para fazer críticas à sociedade de sua época, neste caso, tanto aos britânicos quanto aos americanos.

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Os britânicos estão aqui representados pelo fantasma de Sir Simon de Canterville, que sempre compõe uma personagem e monta uma cena para tentar assustar os novos moradores da propriedade, remetendo à cultura do Velho Mundo, motivo de orgulho e soberba para os habitantes da época, além dos títulos nobiliárquicos, bastante exaltados pela sociedade de então. Já os americanos são representados pela família Otis, bastante práticos e patriotas (os filhos do casal se referem a dois estados – Washington e Virgínia – e à bandeira dos Estados Unidos – Estrelas e Barras), criticados em seu desprezo pela cultura e pela tradição europeias e o orgulho em se acharem melhores que as outras nações por se acreditarem bastante modernos.

Esse choque de culturas é bem interessante e traz cenas inusitadas, deixando o leitor sem saber o que esperar das próximas páginas. A obra já foi adaptada diversas vezes para cinema e TV e até mesmo no campo musical. Um conto adorável que com certeza arrancara algumas risadas do leitor em uma tarde primaveril do mês das bruxas. Prepare seu café ou seu chá e descubra que nem sempre o sobrenatural é tão assustador quando parece.

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Boas leituras!

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