Histórias de Crime e Mistério

Uma história não precisa ter elementos sobrenaturais para ter mistério e nos deixar com os cabelos arrepiados. Que o diga Edgar Allan Poe, escritor norte-americano e pai dos contos policiais, autor do livro de hoje. Histórias de Crime e Mistério é um livro que reúne seis de seus contos e foi lançado no Brasil em 2000, pela editora Ática, com 168 páginas. Se você buscava algo sombrio para o seu Dia das Bruxas, acabou de encontrar! (Adquirindo seu exemplar pelo nosso link na Amazon ou na Livraria da Travessa, você ajuda o blog a crescer!)

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Os três primeiros contos do livro são protagonizados pelo detetive Auguste Dupin, que, segundo alguns, teria servido de inspiração para Sherlock Holmes e Hercule Poirot, respectivamente os personagens de Arthur Connan Doyle e Agatha Christie. O primeiro, Assassinato na Rua Morgue, foi inspirado em uma notícia de jornal lida pelo próprio Poe. Aqui o autor brinca com o absurdo e o lógico, tratando da opinião pública, dos jornais e da análise fria e independente de seu investigador. O segundo conto, O mistério de Marie Rogêt, também é baseado em notícias da época, e trabalha com a ideia de sobrenatural que as pessoas costumam ter, em especial com conceitos de divindade. O terceiro conto, A carta roubada, trata de uma correspondência furtada, envolvendo figurões da política do ambiente ficcional criado pelo autor. Nos três contos, é possível observar a forma magistral com que Dupin trabalha para resolver os casos.

A segunda metade do livro é bem mais sombria do que a primeira, visto que ainda são histórias de crime e mistério, mas não mais envolvendo a investigação feita por Dupin. No quarto conto, O coração denunciador, tem-se a história de um homem que assassina um senhor que mora com ele por estar incomodado com seu olho já cego, escondendo o corpo e agindo de forma imprevisível ao ser investigado. O quinto conto, Berenice, é tido como o mais sombrio por muitos (não por mim), e pode ser entendido, até certo ponto, como autobiográfico, pois fala de um homem que se casa com sua prima, assim como Poe e sua esposa. Quando a moça adoece e a obsessão do protagonista por seus dentes brancos se inicia, o conto toma proporções inimagináveis. O sexto e último conto é, para mim, o mais perturbador: O gato negro, adaptado para várias mídias e bastante conhecido no mundo literário. Fala de um homem que prefere a companhia dos animais ao de seres humanos e que cria vários deles com sua esposa, tendo por preferido um gato preto. Porém, seu comportamento vai mudando com o tempo e o conto se desenvolve em um ritmo que muitas vezes o leitor se questiona o que está acontecendo de verdade na história e o que estará apenas na mente do narrador.

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Edgar Allan Poe consegue deixar leitores perturbados e ansiosos sem necessitar introduzir bruxas, vampiros ou fantasmas em suas tramas, trabalhando apenas com a sombra que vive no ser humano. Sua escrita é fascinante, imprevisível e prende do início ao fim. Apenas aconselho que mantenha as luzes acesas.

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Boas leituras!

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