Jane Austen

Em 16 de dezembro de 1775, nascia, em Steventon, Inglaterra, Jane Austen, autora que se tornaria célebre por seus romances instigantes e cheios de ironia, hoje clássicos da literatura mundial.

No século XVIII, apenas os homens tinham o direito a uma educação ampla e versada em ciências, matemática e outros conhecimentos que hoje são considerados essenciais. Porém, às mulheres cabia apenas a aprendizagem de habilidades domésticas e alguns “talentos”, como tocar piano e conhecer algumas línguas modernas.

O pai de Jane era um reverendo erudito e tinha em sua casa uma vasta biblioteca, o que permitiu à moça uma educação além do habitual e despertou na futura romancista um desejo de escrever que a acompanhou desde a pré-adolescência até o fim de sua vida.

Jane Austen tinha a escrita como profissão. Seu pai tentou vender seus primeiros romances a um editor, mas ele recusou. Isso mostra que a família de Jane era ao menos um pouco diferente dos padrões, apoiando o sonho e “talento” da filha. Sua primeira publicação se deu em 1810 ou 1811, com o romance que foi traduzido como Razão e Sensibilidade e foi um sucesso!

Ainda assim, Jane só conseguiu algum dinheiro próprio aos 36 anos. Isso porque, além da dificuldade em vender seus romances inicialmente, uma mulher não poderia ter qualquer posse. Portanto, seu dinheiro era administrado pelo seu pai, até seu falecimento em 1805, e posteriormente, por seu irmão. Ligado a isso também está o anonimato sob o qual Jane Austen publicou seus livros, assinando apenas como “By a Lady” ou, em tradução livre, “por uma dama”.

Sua família queimou a maior parte de suas correspondências, a fim de manipular sua personalidade para algo mais aprazível à época, retratando Jane como uma moça “dócil e impecável”. Até mesmo seu retrato, baseado no único desenho feito da escritora, de autoria de sua irmã, foi alterado, colocando uma pequena aliança em seu dedo para lhe dar um ar mais “respeitável”. Jane Austen nunca se casou.

Não que ela não tivesse a oportunidade, mas recusou alguns pretendentes e se apaixonou por pelo menos dois rapazes. Com um deles, chegou a trocar cartas, algo escandaloso em seu tempo, já que eles não eram noivos. Porém, nenhum dos relacionamentos seguiu adiante.

Sua obra refletia sua visão da sociedade. Em um tempo em que a literatura se fazia recheada por viagens e aventuras escritas por homens, Jane Austen optou por esmiuçar as intrigas familiares das famílias com algumas ou muitas posses, coisa que ela conhecia bem. Assim, com uma ironia e uma desenvoltura de fazerem inveja, a autora questionou muito do que a sociedade tinha por papel da mulher, expectativas de um casamento, entre tantos assuntos domésticos e que determinavam a vida da maioria.

Jane Austen já foi mais lida entre os homens. Foi sucesso de crítica e de público quando de seu lançamento, tinha a admiração de um príncipe, que chegou a lhe pedir que dedicasse um de seus romances a ele, e teria mesmo influenciado nosso grande Bruxo do Cosme Velho. Porém, com o passar do tempo e a estruturação de uma “literatura para mulheres”, o tal do “chick lit” (ao qual tenho grandes ressalvas, mais pela aura pejorativa do que pelos livros em si – saiba mais nesse post), Jane foi ficando cada vez mais esquecida pelos homens de letras. Afinal, o que os homens iriam querer com uma literatura que fala sobre assuntos de mulherzinha? (Ao que eu poderia responder com o mais famoso de seus títulos – Orgulho e Preconceito.)

Na Inglaterra, existem dois museus dedicados à escritora: o Jane Austen Centre, em Bath, que fica muito próximo a uma das casas onde a autora morou; e o Jane Austen’s House Museum, uma cabana em Chawton, Hampshire, onde Jane, sua irmã e sua mãe teriam morado.

Para finalizar, gostaria de indicar um site muito interessante, dedicado a Jane Austen e tudo o que se refere a ela, em português: janeausten.com.br.

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