Resenha – Ruína y Leveza

O que te motiva a viajar? Algumas pessoas gostam de conhecer lugares novos, outras, de matar as saudades das paisagens e pessoas queridas. Alguns preferem estadias curtas, outros, adoram passar muito tempo na estrada, desfrutando de cada pedacinho do passeio. Apenas uma coisa é certa: as viagens têm o poder de mudar nossas vidas. E assim embarcamos em Ruína y Leveza, romance de Julia Dantas, publicado pela Não Editora, selo da Dublinense. (Cópia digital recebida em parceria com a editora.)

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Sara é uma jovem adulta que não entende bem como a sua vida se tornou o que é e, ao mesmo tempo, não consegue resolver seus problemas, se afundando neles cada vez mais. Até que ela decide viajar pela América Latina sozinha, para provar tanto ao mundo quanto a si mesma de que é capaz de se virar por conta própria em um país estrangeiro e também aproveitar para “tirar umas férias” da vida.

Vamos descobrindo como Sara foi parar no Peru e a profundidade de seus dilemas ao longo dos capítulos, que se estruturam em um vai e vem temporal, mas que obedecem a uma sequência mais subjetiva, ligada aos conflitos e às mudanças sofridas por ela. Aos poucos, ficamos sabendo de um relacionamento amoroso cujo rompimento vai muito além do término, um trabalho que, de tanto preencher a vida, acaba tornando-a vazia, e as fugas dos problemas que apenas levam ao ponto de partida, obrigando-a a encarar suas ruínas.

Os anos passam e, quando adultos, substituímos o choro pela reza e esperamos que deus venha trocar as nossas fraldas.

Em Ruína y Leveza, os contrastes não se concentram apenas no título, como você talvez já tenha percebido. As diferenças entre a vida que Sara conheceu e levava em Porto Alegre e as daquelas pessoas que ela encontra e com quem passa a conviver são gritantes. E nessa diversidade, nas novas experiências nunca antes imaginadas, na compreensão de que há várias maneiras de se viver, a protagonista descobre novas formas de encarar a vida.

É assim que a leveza esperada por uma viagem magnífica aos Andes não chega da forma esperada. Entre perrengues e paisagens bonitas, comidas típicas que o organismo nem sempre compreende, Sara vai construindo sua própria suavidade, descobrindo que os opostos se complementam e quase sempre andam de mãos dadas, cabendo a nós equilibrar a balança.

Para onde iam os restos naufragados da minha vida?

Seria Sara ou eu a fazer essa descoberta? Não sei dizer. A viagem da protagonista por parte da América Latina foi reveladora, mas arrisco dizer que somos nós, ao viajar pelos capítulos dessa história, que nos transformamos a cada linha.

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