Resenha – No fundo do oceano, os animais invisíveis

Por mais que eu goste de História, nunca fui muito fã da História do Brasil. Não sei explicar o motivo, simplesmente não me atrai. Porém, aquele período pouco antes do início da ditadura militar, Era Vargas e redemocratização é um ponto fora da curva. Embora meu interesse por essa época, foram poucas as obras que li que se ambientam nesses anos ou que fazem referências maiores a eles. Por isso, fiquei muito satisfeita ao notar que No fundo do oceano, os animais invisíveis tratava justamente desse período. Minha cópia foi recebida em parceria com a agência Oasys Cultural.

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É difícil dar uma sinopse desse livro sem soltar algum spoiler. Por isso, pode ser que você sinta falta de maiores detalhes, mas é que a graça está justamente em descobrir o enredo no decorrer das páginas. O que posso dizer, sem entregar demais o ouro, é que acompanhamos as memórias do protagonista, Pedro, passando por sua infância e sua juventude de uma forma quase linear. A narrativa assemelha-se a uma conversa, em que quem conta uma história tenta manter-se em ordem cronológica, mas que acaba ligando um fato antigo a outro um pouco mais recente e vice-versa. Adicione a isso uma boa pitada de simbolismo e temos um ambiente quase onírico para essas recordações.

Belisário chamava isso de poesia, eu de colocar o tempo em estado de espera.

Aliás, devo dizer que a quantidade de simbolismo na obra me incomodou um pouco, principalmente porque me senti perdida no início do livro. Ainda mais com a narrativa não muito linear, fiquei bastante confusa com nomes e fatos fora de lugar, como um enorme quebra-cabeças desmontado sem se ter ideia de qual imagem deveria ser montada. Porém, assim como um quebra-cabeças, começando a montar pelas margens e separando cores e desenhos, a história começou a se encaixar e me deparei com um enredo muito interessante e incrivelmente verossímil.

Embora as personagens sejam fictícias, o livro acaba por contar e dar profundidade a histórias que foram por muito tempo e deliberadamente apagadas, algumas delas de forma irreversível. É uma obra difícil de definir e encaixar nas caixinhas que normalmente utilizamos e, ao mesmo tempo, corajosa e necessária para os tempos em que vivemos. Uma belíssima homenagem àqueles que lutaram e resistiram bravamente ao que não era admissível.

Livro No fundo do oceano, os animais invisíveis, cuja capa tem uma pintura a óleo representando a cabeça de um galo de perfil com o bico aberto e a língua para fora.

Encerro aqui a resenha, por risco de contar mais do que deveria, apesar de No fundo do oceanos, os animais invisíveis ser uma obra que rende discussões diversas e aprofundadas. Apenas indico que leiam e que não desistam nas primeiras páginas, pois tudo passa a fazer sentido depois. Boas leituras!

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