O dia que eu escrevi um conto

Lá em fevereiro desse ano, estava eu olhando as novidades do Instagram quando me deparei com um concurso de contos e crônicas da editora Inverso, em comemoração aos seus 16 anos. Achei a proposta interessante e mandei para uma amiga, que eu sabia já ter participado de concursos de escrita antes. Ela me respondeu: “por que você não participa?”

Eu sempre gostei de escrever, mas não imaginava participar de um concurso, ser publicada, nada disso. Não que eu não sonhasse com a escrita, só não achei que fosse possível, que eu poderia escrever algo suficiente para uma publicação dessas. Mas, como eu não tinha mesmo nada a perder, resolvi participar, como quem não quer nada.

Escrevi um conto. Olhei para ele, assim de soslaio, e decidi deletá-lo. Só que meu marido já sabia do concurso e já tinha aceitado ler a primeira versão. Falei para ele: “leia logo, porque eu vou deletar!” E ele leu. Ainda bem que ele leu, porque me impediu de apagar a história e me incentivou a enviar.

E eu enviei, no último dia do prazo, sem confiança nenhuma e certa de que estava fazendo um papel ridículo. Mas tudo bem, eu só não passaria no concurso, nada demais.

Só que o resultado saiu e meu nome estava lá no meio. Precisei ler algumas vezes para acreditar. Foi um susto e tanto! Em abril seria o lançamento, eu teria que viajar, participar de uma noite de autógrafos, eu nem tenho uma assinatura bonita, o que eu iria fazer?

Carol mostrando as páginas do livro "InVerso em Prosa, 16 anos em muitas histórias" onde estão sua foto de autora e o título de seu conto: "Condição de Menina".

Aí veio a pandemia…

Os planos mudaram e o lançamento foi através de uma live no YouTube e Facebook, onde eu pude ouvir cada um dos colegas que participaram na composição da coletânea.

Hoje, o livro está aqui em minhas mãos e eu ainda não consigo acreditar que eu tenho um conto publicado!

Carol abraçando o livro "InVerso em Prosa, 16 anos em muitas histórias".

Um conto que saiu das minhas entranhas, das minhas dores e das minhas angústias. E de outras histórias, já que emprestei um pouquinho da experiência de vida de outras pessoas para a narrativa.

Depois disso, participei de mais um concurso e não passei. Não escrevi mais muita coisa, apenas páginas soltas e escassas. Mas, quem sabe esse não é o início de outra parte da minha vida?

Livro "InVerso em Prosa, 16 anos em muitas histórias", com um coração de origami ao lado.

Se você quiser conhecer meu conto, ele é parte da coletânea InVerso em Prosa: 16 anos de muitas histórias, disponível na loja da editora. Se você ler meu conto, me diz depois suas impressões de leitura! Vou adorar saber!

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